Crônica: Chuva de palavras

Foi num sonho. Eu caminhava num bosque muito verde, por uma linda sebe margeada de margaridas brancas. De repente avistei uma casinha de madeira, bucólica, com uma chaminé que esfumaçava em forma de pequenas nuvens. Bati à porta. Nada. Percebi que a porta estava entreaberta. Entrei.

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Meus olhos lacrimejaram com o interior do casebre: haviam muitas estantes abarrotadas de livros contendo os segredos da vida e da humanidade. Escolhi um exemplar cuja capa tinha a foto de um disseminador de ideias, muito conhecido há milênios. Era um livro muito extenso. No sonho, tudo acontece num tempo diferente.

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Li rapidamente todo o conteúdo do livralhão. Então começou a chover do lado de fora. Tive vontade de tomar banho de chuva. Em meio a ela, fiquei um tempo tentando entender o que estava acontecendo. Não era água o que caía das nuvens, formadas pela fumaça da chaminé. Eram palavras, milhares delas. Umas, muito duras. Outras, macias, carinhosas. Num dado momento, olhei para um arbusto. Havia um livro sobre a sua pequena copa. Eu o abri. Estava em branco. Era o livro da minha vida. Sei disso, porque na capa estava escrito: SUA VIDA!

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Fiquei assustado, mas compreendi o sinal: eu poderia reescrever a minha trajetória. O Universo estava me dando uma nova chance. Com uma espécie de imã, para atrair palavras, fui apanhando-as da chuva que caía. Eu as recolhia e as ordenava em frases, parágrafos, até formar um grande e lindo texto. E tudo eu ia lançando para dentro do livro em branco. Ao final, respirei fundo e, com um sorriso na alma, disse para mim mesmo:

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Éd Brambilla. Crônica Literária. CHUVA DE PALAVRAS.

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Sobre Éd Brambilla

Éd Brambilla é Letrólogo, Cronista, Contista, Poeta, Contador e Massoterapeuta.

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