Correia banhada a óleo voltou ao centro das discussões no setor automotivo após o surgimento de uma solução que promete substituir o sistema por corrente metálica nos motores PureTech 1.2 da Stellantis. A novidade surgiu na Europa em meio a anos de reclamações envolvendo desgaste prematuro, recalls e custos elevados de manutenção.
A proposta foi desenvolvida pela empresa independente Pro Chain, que criou um kit de conversão para eliminar um dos principais problemas atribuídos ao conjunto mecânico: a deterioração da correia dentada que opera mergulhada no óleo do motor.
Segundo as informações divulgadas, o kit foi projetado para substituir o sistema original sem necessidade de modificações profundas no bloco do motor.
A correia banhada a óleo foi adotada com a proposta de reduzir atrito interno, melhorar eficiência energética e diminuir ruídos de funcionamento.
Na prática, porém, muitos consumidores relataram problemas relacionados ao desgaste precoce da peça.
Nos motores PureTech, a correia pode se degradar com o tempo devido à contaminação do óleo por resíduos de combustível. Com isso, fragmentos do material podem circular pelo sistema de lubrificação.
Esse cenário pode provocar:
A crise se tornou especialmente relevante no mercado europeu, onde a Stellantis enfrentou reclamações, recalls e até processos judiciais.
O conjunto criado pela Pro Chain substitui completamente a correia banhada a óleo por corrente metálica.
De acordo com as informações divulgadas, o kit inclui:
A promessa é que a instalação tenha complexidade semelhante à troca convencional da correia original.
As primeiras entregas estão previstas para o segundo semestre de 2026 na Europa.
Fóruns especializados citados nas publicações apontam preço estimado de cerca de 600 euros apenas pelas peças, sem considerar mão de obra ou impostos.
A crise envolvendo a correia banhada a óleo levou a Stellantis a revisar sua estratégia global para esses motores.
Segundo as informações apresentadas, a fabricante já iniciou a substituição gradual dos antigos motores PureTech por versões atualizadas com corrente de comando.
A empresa também ampliou garantias em determinados mercados europeus e criou mecanismos de ressarcimento para consumidores afetados por problemas relacionados à degradação da correia.
O PureTech foi amplamente utilizado em marcas do grupo, incluindo:
No mercado brasileiro, o tema também repercutiu.
O motor 1.2 PureTech aspirado ficou conhecido principalmente em modelos como Peugeot 208 e Citroën C3 comercializados entre 2016 e 2022.
Embora a repercussão tenha sido menor do que na Europa, oficinas independentes e consumidores também relataram desgaste prematuro da correia e preocupação com os custos de manutenção.
O debate acabou ganhando ainda mais força porque outras montadoras utilizam conceito semelhante.
Motores da Chevrolet da família CSS Prime, usados em Onix, Onix Plus, Tracker e Montana, também operam com correia banhada a óleo.
Segundo as informações citadas, apesar das semelhanças técnicas, a GM afirma que seus motores possuem especificações diferentes das adotadas nos antigos PureTech europeus.
A proposta da conversão para corrente metálica surge em um momento em que muitos consumidores passaram a olhar com desconfiança para sistemas de correia imersa em óleo.
Se a solução se mostrar eficiente no uso real, pode influenciar futuras discussões sobre durabilidade, manutenção e confiabilidade desse tipo de engenharia automotiva.
Por enquanto, a novidade está restrita ao mercado europeu.
FAQ - PERGUNTAS FREQUENTES
O que é correia banhada a óleo?É uma correia dentada que funciona mergulhada no óleo do motor para reduzir atrito e melhorar eficiência.
Quais carros no Brasil usaram motor PureTech?Modelos como Peugeot 208 e Citroën C3 com motor 1.2 aspirado ficaram entre os mais conhecidos.
O kit de conversão já está disponível no Brasil?Até o momento, a previsão informada é apenas para o mercado europeu no segundo semestre de 2026.
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