Consoles de games nascem mortos

Não é surpresa para ninguém saber que seu aparelho tecnológico comprado hoje estará completamente ultrapassado dentro de alguns anos. Em certos casos, dentro de alguns meses. Creio que a maioria das pessoas saiba da obsolescência programada, nem preciso me alongar sobre isso. Quando um aparelho novo é lançado as empresas normalmente já possuem tecnologia suficiente para lançarem outros três mais avançados, basta olhar por dentro dos consoles e celulares para ver os espaços no hardware dedicados a futuras atualizações, por exemplo.

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No caso dos consoles as gerações até tem durado um tempo razoável, apesar de ainda assim ser questionável a necessidade dos novos lançamentos etc. Contudo, o que incomoda nem é tanto a falta de lançamentos de jogos para gerações anteriores, o desejo pelos gráficos mais avançados ou alguma outra inovação qualquer, mas o fato do aparelho antigo em pouco tempo se tornar tão útil quanto um peso de papel: O leitor começa a ficar mais lento, trava e para de funcionar; O HD apresenta problemas e os saves se perdem no espaço tempo; O sistema se torna mais lento, sem atualizações e mais vulnerável. Apenas alguns exemplos típicos que os jogadores e consumidores enfrentam diariamente.

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Onde se encontra a solução para tais problemas? No console novo, óbvio. HD’s maiores e mais modernos, além de um espaço maior para armazenamento em nuvem, leitores mais potentes e proteção constante ao software. Isso, claro, caso você desembolse uma quantia significativa de grana.

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Os smartphones então já nascem praticamente mortos, pois são superados em menos de um ano e apresentam defeitos graves em pouquíssimo tempo. Sem contar que os jogos para celulares estão cada vez mais pesados, ocupam muita memória e exigem monstruosidades dos aparelhos.

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Julgando que cada pessoa seja livre e consuma conscientemente (algo que sabemos ser tão utópico quanto o Céu), sem influências de marketing etc, minha pergunta é: Por que tudo isso? No caso dos jogos em específico, quem joga tudo isso?

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Um console novo na sala, um computador potente, um tablet cheirando a novo e um smartphone super descolado. Será que precisamos estar o tempo todo jogando? Essa “necessidade” das pessoas estarem constantemente se entretendo contribui, e muito, para uma indústria de péssima qualidade, que investe muito mais em mecanismos de recompensas viciosos do que em desenvolver experiências profundas e de qualidade, além de alimentarem esse mercado predatório de aparelhos antigos. As desenvolvedoras se gabam de lançarem aplicativos e jogos cada vez mais belos e por consequência exigentes, mostrando que somente os mais atualizados, descolados e modernos podem usufruir desses benefícios.

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Não sou contra a tecnologia, nem acredito que ela seja o único mal moderno. Gostaria de lembrar apenas que todos fazemos parte desse processos, mesmo que um dos lados dessa moeda possa ter um peso muito maior. A tecnologia não é uma entidade com vontade própria, que tenta escravizar a humanidade ao estilo Matrix. Toda essa tecnologia é pensada por pessoas e voltada para pessoas, que muitas vezes gostam de se distinguir dos outros através do consumo, ou seja, que acreditam ser melhores por serem capazes de possuir algo mais novo e/ou mais caro.

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Fico pensando o que será das futuras gerações de PESSOAS, cada vez mais acostumadas com a descartabilidade, seja de aparelhos, pensamentos ou de seres humanos. Esse ciclo produz infelicidade constante, tratada através do consumo, e confusão, pois todos ficam perdidos em meio a tantas “possibilidades”.

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Espero que consiga resistir mais algum tempo com meu playstation 3, mesmo com suas dificuldades de leitura de jogos, travamentos e (em pouco tempo) falta de lançamentos.

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Gustavo Nogueira de Paula

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FONTE: Games e Criticas

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