Cerveja deve ter recuperação nas vendas com Copa e calor

Cerveja deve registrar recuperação gradual nas vendas em 2026, impulsionada pela Copa do Mundo e pelas temperaturas mais elevadas previstas para o ano. A expectativa da indústria surge após um 2025 considerado difícil para o setor, com queda no consumo e pressão sobre os custos de produção.

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De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), foram vendidos 14,75 bilhões de litros de cerveja em 2025, uma redução de 5,1% em comparação ao ano anterior. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou queda de 4,7% na produção de bebidas alcoólicas no mesmo período.

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O cenário foi classificado pelo presidente da Ambev, Carlos Lisboa, como uma “aberração” para a indústria cervejeira brasileira. O diagnóstico também foi compartilhado por outras empresas do setor, que enfrentaram volumes pressionados ao longo do ano.

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Mesmo dezembro, tradicionalmente um dos meses mais fortes para o consumo de cerveja por causa das festas de fim de ano, apresentou desempenho abaixo do esperado. Segundo bancos, houve queda de 5% no volume vendido na comparação anual, marcando o pior resultado para o período desde 2004.

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Cenário atual

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Nos últimos anos, o mercado também passou a observar uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro em relação às bebidas alcoólicas e até mesmo ao futebol. A queda nas vendas de cerveja acontece em meio a um cenário de perda de interesse de parte do público pelos campeonatos e pela própria seleção brasileira, especialmente diante da ausência de grandes ídolos populares como em gerações anteriores.

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Para especialistas do setor, embora a Copa do Mundo ainda tenha força para movimentar bares, encontros e consumo de bebidas, existe uma dúvida sobre o tamanho real desse impacto em um momento em que hábitos de consumo mudaram, os custos de vida aumentaram e o entretenimento passou a disputar espaço com redes sociais, plataformas de streaming e outros formatos digitais.

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A expectativa da indústria é de recuperação pontual durante o torneio, mas ainda há incerteza se isso será suficiente para reverter a tendência de desaceleração no consumo observada nos últimos anos.

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Copa do Mundo pode impulsionar vendas de cerveja

A realização da Copa do Mundo é vista pelo mercado como um dos principais fatores para estimular o consumo em 2026. Historicamente, grandes eventos esportivos costumam elevar a procura por bebidas, especialmente em bares, restaurantes, supermercados e encontros entre amigos e familiares.

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A expectativa, porém, é de um efeito pontual. O setor acredita em melhora gradual nos volumes, mas ainda acompanha com atenção fatores como inflação, renda do consumidor e aumento de custos de produção.

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Além da Copa, o clima também pode favorecer o mercado. A previsão de temperaturas mais elevadas ao longo do ano tende a estimular o consumo de bebidas geladas em diversas regiões do Brasil, incluindo cidades da Região Metropolitana de Campinas, como Hortolândia, Sumaré e Campinas, onde bares e estabelecimentos costumam registrar aumento no movimento durante períodos de calor intenso.

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Mercado financeiro acompanha recuperação da Ambev

O mercado financeiro também reagiu positivamente aos resultados da Ambev no primeiro trimestre de 2026. As ações da companhia tiveram forte valorização após a divulgação dos números. Segundo informações do mercado financeiro, os papéis da Ambev subiram 15,30% em um único dia, sendo a ação de maior destaque no Ibovespa.

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Analistas apontam que a melhora no segmento de cervejas ajudou a impulsionar o desempenho da empresa. Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados ao comportamento do consumidor e ao cenário econômico.

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Outro fator que segue no radar das empresas é o custo de matérias-primas e logística. A indústria também acompanha oscilações no preço do petróleo, que impactam diretamente transporte e embalagens.

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Consumo ainda depende da renda das famílias

Especialistas avaliam que o consumo de cerveja continua diretamente ligado ao poder de compra da população. Em períodos de inflação elevada e juros altos, parte dos consumidores reduz gastos considerados não essenciais, afetando o desempenho do setor.

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Por outro lado, eventos sazonais e períodos de calor costumam funcionar como estímulos temporários para recuperação das vendas.

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A indústria aposta ainda em estratégias para ampliar o consumo, incluindo novos produtos, cervejas sem álcool, versões com menos calorias e embalagens diferenciadas.

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Nos últimos anos, o segmento de cervejas sem álcool ganhou espaço entre consumidores que buscam alternativas para consumo em eventos sociais, direção e rotina de trabalho.

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Cerveja segue entre os produtos mais consumidos do país

Mesmo com a retração registrada em 2025, a cerveja continua sendo uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros. O setor movimenta supermercados, bares, distribuidoras, eventos e toda a cadeia de produção, desde fabricantes de embalagens até transporte e logística.

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A expectativa do mercado é que 2026 marque uma recuperação moderada, sem repetir os números negativos registrados no ano anterior.

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O desempenho do consumo ao longo dos próximos meses dependerá da combinação entre clima, eventos esportivos e cenário econômico do país.

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FAQ - PERGUNTAS FREQUENTES

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A Copa do Mundo aumenta o consumo de cerveja?

Sim. Grandes eventos esportivos costumam elevar o consumo de cerveja em bares, supermercados e encontros sociais.

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Por que o consumo de cerveja caiu em 2025?

Segundo o setor, inflação, redução do poder de compra e custos elevados afetaram as vendas no ano passado.

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O calor influencia na venda de cerveja?

Sim. Temperaturas mais altas normalmente aumentam o consumo de bebidas geladas em diversas regiões do Brasil.

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