Campinas recebe a exposição Bancos Indígenas do Brasil – Rituais a partir de 16 de julho no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até 17 de outubro de 2026 e apresenta 133 bancos e artefatos indígenas produzidos por artistas de 49 povos brasileiros.
Os bancos são assentos rituais de madeira, frequentemente esculpidos em formatos de animais ou entidades espirituais, usados tanto no cotidiano quanto em cerimônias das aldeias. A exposição integra a programação da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas e reúne obras do acervo da Coleção BEĨ, formado ao longo de duas décadas pelos colecionadores Marisa Moreira Salles e Tomas Alvim.
Estão representados rituais dos povos Apyãwa (Tapirapé), Huni Kuin, Karajá e Galibi-Marworno. A mostra é resultado do trabalho dos curadores indígenas Antônio Bane Huni Kuĩ, Krumaré Karajá, Milton Galibis Nunes, Rael Tapirapé e Sokrowe Karajá, em parceria com os colecionadores e o curador Danilo Garcia.
A abertura da mostra, marcada para as 19h do dia 16 de julho, também vai lançar o livro Bancos Indígenas do Brasil: Grafismos, publicado pela BEĨ Editora, que aprofunda o estudo dos padrões visuais presentes nas peças. Em edição trilíngue, o livro traz mais de 50 bancos de 13 povos indígenas e interpretações de artistas e lideranças sobre a importância dos grafismos como linguagem e registro cultural.
Os grafismos, originalmente associados à pintura corporal, passaram a integrar diversas manifestações da cultura material indígena, preservando histórias e identidades das comunidades originárias.
O acervo da Coleção BEĨ reúne atualmente mais de 1.300 peças que simbolizam a continuidade dos saberes tradicionais e renovam a relação entre arte, território e sustentabilidade. Segundo Milton Galibis Nunes, um dos curadores indígenas, os bancos ritualísticos são formas de vida que contam histórias e se comunicam com os povos indígenas.
Marisa Moreira Salles ressaltou que a coleção é fruto de um processo de aprendizado e escuta, buscando reconhecer a autoria individual dos bancos e fortalecer a autonomia dos artistas indígenas.
O curador Tomas Alvim destacou a relevância dos bancos para refletir a cosmovisão dos povos indígenas e a importância dessa cultura para princípios de sustentabilidade e preservação ambiental no Brasil.
Além da exposição e do lançamento do livro, o projeto inclui programas de arte-educação para estudantes, atividades mediadas por artistas indígenas e registros audiovisuais sobre processos criativos nas aldeias, fortalecendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
Exposição: Bancos Indígenas do Brasil – Rituais
Abertura: 16 de julho de 2026, às 19h, com palestra do artista e ativista Rael Tapirapé
Período de visitação: 16 de julho a 17 de outubro de 2026
Horários: Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 19h
Local: Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, Campinas (SP)
Entrada: Gratuita
A mostra apresenta bancos e artefatos rituais de 49 povos indígenas brasileiros, evidenciando cultura, arte e grafismos indígenas.
De 16 de julho a 17 de outubro de 2026, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, em Campinas (SP).
São objetos de uso ritual e cotidiano que expressam mitos, histórias e visões de mundo, ligados à sustentabilidade e identidade cultural dos povos originários.
O projeto oferece programas de arte-educação, atividades mediadas por artistas indígenas e registros audiovisuais para aprofundar o diálogo cultural.
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