A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) apresentou no dia 17 de setembro o perfil das 142 vítimas fatais ocorridas em 141 acidentes de trânsito no ano de 2025. O evento, que fez parte da Semana da Mobilidade Urbana (Semob) 2026, foi realizado no Salão Nobre da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e contou com a presença do prefeito Dário Saadi e cerca de 50 pessoas.
De acordo com o relatório anual divulgado pela Emdec, 74 vítimas (52,1%) morreram em vias urbanas e 68 (47,9%) em rodovias. Entre eles, 72 (50,7%) eram motociclistas ou garupas, 45 (31,7%) pedestres, 20 (14,1%) ocupantes de outros veículos e cinco (3,5%) ciclistas. A taxa de mortes a cada 100 mil habitantes caiu 5,5%, resultado de oito vidas salvas em relação ao ano anterior.
O prefeito Dário Saadi ressaltou que, apesar da queda, as mortes no trânsito são evitáveis e um desafio constante para as políticas públicas. Ele destacou a necessidade de enfrentar posicionamentos contrários ao controle de velocidade e à fiscalização do álcool ao volante, especialmente em uma cidade onde há quase um carro por habitante.
Entre os mortos, 120 (84,5%) eram homens e 22 (15,5%) mulheres. A faixa etária mais impactada foi a de 18 a 29 anos, que registrou 41 óbitos (28,9%), sendo que 35 deles foram homens. Dentre esses jovens, 26 (63,4%) eram motociclistas ou garupas. Já entre os idosos com 60 anos ou mais, 12 vítimas (66,7%) eram pedestres.
O coordenador da Gestão da Base de Dados da Emdec, Marcelo de Araújo Antônio, apontou que motociclistas e pedestres lideram os índices de mortalidade, com uma morte a cada cinco dias para motociclistas e a cada oito dias para pedestres. As mortes entre ocupantes de outros veículos e ciclistas apresentaram redução em relação ao ano anterior.
Os principais fatores que contribuíram para os acidentes fatais foram velocidade, presente em 38,1% dos casos, e uso de álcool, em 34,5%. Em 13,7% dos acidentes, ambos os fatores estavam associados. Entre as vítimas fatais testadas, 42,7% estavam alcoolizadas.
Outros riscos destacados incluem comportamento do pedestre (33 casos), uso de drogas ou medicamentos (18 casos), falta de habilitação (17 casos) e desrespeito à sinalização (12 casos).
Quatro avenidas em Campinas concentraram 17% dos óbitos em vias urbanas entre 2023 e 2025: John Boyd Dunlop, Comendador Aladino Selmi, Ruy Rodriguez e Prestes Maia. Apesar de liderar os óbitos, a avenida John Boyd Dunlop apresenta redução significativa, com nove vidas salvas entre 2021 e 2025.
A Semob acontece de 18 a 25 de setembro com ações educativas e de fiscalização. As atividades incluem blitz para motociclistas, ações em parceria com motoclubes e um passeio ciclístico solidário no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim.
Fabio Da Matta, gerente de Fiscalização e Operação de Trânsito, apresentou dados das Operações pela Vida, que em 2026 realizaram mais de 15 mil testes de bafômetro e registraram mais de 450 autuações.
O evento contou com participação da Secretaria de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde, que destacaram a relevância do mapeamento intersetorial de dados para fortalecer ações que salvam vidas. Instituições parceiras como a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global e universidades também estiveram presentes.
Foram registradas 142 mortes em 141 acidentes fatais no trânsito de Campinas em 2025.
Motociclistas, homens e jovens entre 18 e 29 anos lideram os índices de mortalidade no trânsito em Campinas.
Velocidade excessiva e uso de álcool foram os fatores mais frequentes em acidentes com vítimas fatais em 2025.
Por meio da Emdec, com fiscalização intensificada, ações educativas durante a Semana da Mobilidade Urbana e parcerias com órgãos de saúde e segurança viária.
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