Câmara aprova projeto que regulamenta aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados públicos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (14) um projeto de lei que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados públicos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

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A aposentadoria compulsória aos 75 anos já está prevista na Constituição Federal e regulamentada pela Lei Complementar 152/2015 para servidores públicos. O novo texto detalha a aplicação da regra para empregados públicos vinculados a empresas estatais e órgãos públicos regidos pela CLT.

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O que prevê o projeto

O texto aprovado estabelece:

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  • aposentadoria compulsória aos 75 anos;
  • exigência do tempo mínimo de contribuição ao INSS;
  • manutenção de direitos trabalhistas adquiridos.
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Segundo a proposta, a extinção do vínculo empregatício não retira direitos como:

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  • saldo de salário;
  • férias;
  • 13º salário;
  • salário-família;
  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • benefícios previstos em acordos e convenções coletivas.
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Exceções para pesquisadores e especialistas

O projeto também permite que profissionais aposentados compulsoriamente possam ser contratados para:

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  • projetos de pesquisa;
  • desenvolvimento científico;
  • inovação tecnológica.
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A contratação será possível em casos de notória especialização.

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A relatora da proposta, Bia Kicis, afirmou que a medida busca preservar profissionais com ampla experiência técnica.

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“O conhecimento acumulado ao longo de décadas de experiência, especialmente em setores de elevado grau de complexidade técnica e científica, não pode ser simplesmente descartado por uma imposição etária generalizada”, declarou a parlamentar.

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Projeto atende demanda da Embrapa

O autor do projeto, Luiz Carlos Hauly, explicou que a proposta atende uma demanda de pesquisadores da Embrapa.

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Segundo ele, a medida ajuda a manter profissionais altamente qualificados em áreas estratégicas para ciência e inovação.

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A deputada Erika Kokay também declarou apoio ao projeto e citou empresas públicas como Petrobras e Serpro entre as instituições impactadas pela proposta.

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Próximos passos

Após aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto segue para votação no Senado. Caso seja aprovado sem alterações, o texto será encaminhado para sanção presidencial.

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