O Bitcoin (BTC) voltou a ganhar fôlego e conseguiu recuperar cerca de metade das perdas registradas durante a forte liquidação do mercado de criptomoedas ocorrida na quinta-feira. O movimento foi o mais intenso desde o colapso da FTX, ligado a Sam Bankman-Fried, que abalou o setor de ativos digitais há mais de três anos.
Na mínima, o Bitcoin chegou a cair 14% em um único dia, acumulando perdas superiores a 50% em relação ao pico registrado em outubro. Já na sexta-feira, a principal criptomoeda do mercado avançou até 7,9%, sendo negociada próxima de US$ 68.500, após quase romper o suporte de US$ 60.000 no início do pregão — o menor nível desde outubro de 2024.
O movimento de alívio não ficou restrito ao Bitcoin. Criptomoedas menores e com menor liquidez também reagiram:
Atualmente, o Bitcoin responde por quase 60% do valor total do mercado cripto, estimado em cerca de US$ 2,3 trilhões.
Segundo analistas, a queda acentuada do Bitcoin em relação às máximas históricas não foi provocada por um único fator específico. Para Evgeny Gokhberg, fundador da Re7 Capital, o movimento foi causado principalmente por desfazimentos generalizados de posições, especialmente de investidores alavancados.
Esse processo indica uma desalavancagem estrutural, com fundos de hedge reduzindo exposição, inclusive em operações de base, o que aumenta a pressão de venda no curto prazo, mesmo sem mudanças significativas nos fundamentos do ativo.
A reação do preço ao se aproximar da região dos US$ 60.000 reforça a percepção de um forte nível de suporte, segundo Damien Loh, diretor de investimentos da Ericsenz Capital. Ainda assim, o executivo alerta que o mercado não deve esperar uma retomada rápida e consistente, já que o sentimento segue defensivo.
As oscilações das últimas 48 horas fizeram a volatilidade do Bitcoin disparar. O Índice de Volatilidade Implícita do Bitcoin Volmex, que mede a volatilidade esperada para os próximos 30 dias, saltou de 57% para mais de 97% em apenas um dia.
Para Pratik Kala, chefe de pesquisa da Apollo Crypto, a volatilidade praticamente dobrou em relação à semana anterior, atraindo investidores dispostos a comprar em momentos de estresse extremo do mercado, estratégia conhecida como “comprar no pânico”.
Dados da CoinGlass mostram que US$ 2,1 bilhões em posições compradas foram liquidadas em todas as criptomoedas nas últimas 24 horas. Até grandes detentores de Bitcoin sentiram o impacto.
A Strategy Inc., comandada por Michael Saylor, reportou prejuízo líquido de US$ 12,4 bilhões no quarto trimestre, reflexo da marcação a mercado de suas reservas em Bitcoin. Apesar disso, as ações da empresa subiram cerca de 10%, acompanhando a recuperação do BTC.
Além disso, investidores retiraram aproximadamente US$ 434 milhões de ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos durante a quinta-feira.
O foco dos traders está em saber se o Bitcoin conseguirá se manter acima dos US$ 60.000. Segundo Rachael Lucas, analista da BTC Markets, uma perda consistente desse patamar pode abrir espaço para uma correção mais profunda, com o preço recuando para a faixa dos US$ 50.000.
Enquanto isso, o cenário segue marcado por alta volatilidade, cautela dos investidores e oportunidades pontuais, típicas de momentos de forte ajuste no mercado de criptomoedas.
O Bitcoin já se recuperou totalmente da queda?Não. Ele recuperou cerca de metade das perdas recentes.
Qual foi a maior queda do BTC?Cerca de 14% em um único dia.
Outras criptomoedas também caíram?Sim, Ether e Solana também sofreram fortes quedas.
A volatilidade aumentou?Sim, a volatilidade implícita quase dobrou em poucos dias.
Existe risco de nova queda forte?Sim, especialmente se o Bitcoin perder o suporte dos US$ 60 mil.
Alguns investidores estão comprando na queda?Sim, fundos e traders veem o momento como oportunidade.
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