Bebidas falsificadas em Hortolândia foram apreendidas pela Polícia Civil durante uma operação realizada nesta terça-feira (7), em uma residência localizada na Rua Uirapuru, no bairro Chácara Recreio Alvorada. Um homem foi preso em flagrante, suspeito de produzir e comercializar bebidas alcoólicas adulteradas no imóvel.
A ação foi realizada para cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Segundo as informações da ocorrência, o investigado deixava a casa conduzindo um Fiat Fiorino no momento em que as equipes chegaram ao local.
Após ser informado sobre a ordem judicial, o homem acompanhou o início das buscas. Dentro da residência também estavam a companheira dele e o filho do casal, de aproximadamente seis anos.
Durante a vistoria, os policiais civis constataram que todos os cômodos do imóvel eram usados para a produção e o armazenamento de bebidas adulteradas de diferentes marcas.
A estrutura encontrada pela equipe indicava um esquema organizado de fabricação clandestina. No local, foram apreendidas centenas de garrafas vazias, galões com líquidos usados na mistura das bebidas, rótulos, lacres, selos e outros materiais empregados na falsificação dos produtos.
Também foram recolhidos três celulares, sendo dois do investigado, além de um notebook. Os equipamentos foram apreendidos para perícia.
A quantidade de materiais encontrados chamou a atenção durante a ocorrência. Devido ao volume elevado, parte dos itens permaneceu sob a guarda de um representante da Associação Brasileira de Bebidas, a ABRABE, mediante termo de depósito.
A operação contou com o acompanhamento de um representante da ABRABE. Conforme informado na ocorrência, ele realizou uma análise técnica dos materiais encontrados no imóvel.
Após a verificação, foi confirmado que os produtos eram falsificados. A presença da entidade auxiliou na identificação dos itens ligados à adulteração e à violação de marca.
A apreensão de rótulos, lacres, selos e garrafas vazias indica que o imóvel funcionava como ponto de montagem e armazenamento dos produtos falsificados, segundo as informações apuradas durante a operação.
Preso em flagrante, o homem foi encaminhado à delegacia. Durante o interrogatório, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio.
A companheira do suspeito também prestou depoimento na condição de investigada. Ela afirmou que mora no imóvel há cerca de oito anos com o companheiro e o filho, mas negou envolvimento na fabricação das bebidas.
Ainda segundo o depoimento, a mulher disse que desconhecia a atividade realizada na casa e atribuiu toda a responsabilidade ao companheiro.
De acordo com a Polícia Civil, o homem preso já havia sido alvo de apuração em 2023 por crime semelhante.
Ao final da ocorrência, a autoridade policial confirmou a prisão em flagrante pelos crimes de adulteração de produtos e violação de marca.
Como não houve possibilidade de arbitramento de fiança na delegacia, o suspeito foi encaminhado à cadeia pública. Ele permanecerá à disposição da Justiça.
A ocorrência foi registrada no bairro Chácara Recreio Alvorada, em Hortolândia, e chama atenção pelo fato de a produção clandestina ocorrer dentro de uma residência.
Para moradores da região, o caso reforça a importância de acompanhar informações oficiais sobre ações policiais e de fiscalização, especialmente quando envolvem produtos destinados ao consumo.
Até o momento, as informações divulgadas não detalham para quais locais as bebidas seriam destinadas nem se chegaram a ser vendidas a estabelecimentos comerciais. A investigação deve seguir com a análise dos materiais apreendidos, incluindo celulares e notebook recolhidos pela Polícia Civil.
A fábrica clandestina foi encontrada em uma residência na Rua Uirapuru, no bairro Chácara Recreio Alvorada, em Hortolândia.
Foram apreendidas centenas de garrafas vazias, galões com líquidos, rótulos, lacres, selos, celulares, um notebook e outros materiais usados na falsificação.
Sim. O homem foi preso em flagrante e encaminhado à cadeia pública, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A prisão em flagrante foi confirmada pelos crimes de adulteração de produtos e violação de marca.
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