Setores automotivos estão inovando ao criar sistemas voltados ao controle térmico e ao tratamento do ar em veículos alimentados por hidrogênio. Essa tecnologia é projetada para células a combustível e motores de combustão adaptados, aproveitando as diferentes aplicações do mesmo combustível.
No processo das células a combustível, a interação entre hidrogênio e oxigênio resulta em uma reação eletroquímica que gera eletricidade. Essa eletricidade é utilizada para alimentar motores elétricos, requerendo um complexo controle de temperatura, umidade, pressão e pureza do ar para garantir a operação eficaz dentro das especificações do projeto.
Por outro lado, os motores a hidrogênio operam com combustão interna, mantendo grande parte da estrutura adotada na indústria. No entanto, as características do combustível demandam alterações nos sistemas de injeção, ignição, armazenamento e ventilação. É essencial também monitorar a formação de óxidos de nitrogênio em determinadas condições de utilização.
Companhias como a Purem by Eberspaecher estão transferindo seu conhecimento em sistemas de exaustão e gerenciamento térmico para estas novas tecnologias. A expertise acumulada em motores tradicionais é aplicada em componentes que lidam com a admissão, controle térmico e tratamento de gases gerados pela combustão do hidrogênio.
Dentre as aplicações exploradas, os veículos comerciais se destacam, visto que eles percorrem longas distâncias e precisam de abastecimentos rápidos para otimizar o tempo. A viabilidade geral está ligada à produção de hidrogênio, à localização das estações de fornecimento e à comparação de custos em relação a baterias e combustíveis convencionais.
A estocagem do hidrogênio é um desafio técnico a ser superado. Ele pode ser armazenado de maneira comprimida, em forma líquida, ou até mesmo transportado através de outros compostos químicos, dependendo da aplicação. Cada método afeta peso, volume, consumo energético e a infraestrutura necessária, o que dificulta a adoção de uma única solução para veículos de passeio, caminhões e maquinário industrial.
No Brasil, é possível produzir hidrogênio a partir de diversas fontes, como energia renovável e processamento de biocombustíveis. A implementação no setor de transportes estará atrelada à eficiência de toda a cadeia, onde a produção, compressão, transporte, abastecimento e a conversão dentro dos veículos devem ser avaliadas em um contexto energético e ambiental.
O avanço desses sistemas indica que a propulsão por hidrogênio envolve um escopo muito além de tanques e células a combustível. Sistemas auxiliares são fundamentais para garantir a eficiência, longevidade e segurança do conjunto. A comercialização dependerá da harmonização entre o veículo, a fonte de energia, a manutenção e a forma de utilização.
Fonte: Alpha Autos
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