Saúde & Beleza

Uberização e Saúde: Impacto negativo em motoboys, revela estudo da Unicamp

A recente investigação da Unicamp revela a deterioração da saúde e das condições de trabalho dos motoboys devido ao fenômeno da uberização. Este termo descreve o processo pelo qual empresas utilizam aplicativos para gerenciar grandes números de trabalhadores autônomos sob demanda, sem garantir direitos trabalhistas adequados. O estudo envolveu 200 motofretistas de Campinas, mostrando que, apesar da flexibilidade aparente, a uberização compromete severamente tanto a saúde física quanto a mental desses profissionais.

A pesquisa detalhou como a falta de regulação e a pressão para permanecer disponível impactam negativamente a saúde dos motoboys. A maioria dos entrevistados relatou altos níveis de estresse e problemas de saúde, como hipertensão e desidratação, que são agravados pela natureza incerta e altamente exigente de seu trabalho. Além disso, o estudo constatou que os acidentes de trânsito são frequentes entre esses trabalhadores, refletindo a perigosa combinação de pressa e falta de segurança.

As recomendações do dossiê da Unicamp incluem a aplicação de práticas de cogestão e gestão participativa, inspiradas no Sistema Único de Saúde (SUS), para melhor proteger os motoboys. Além disso, a pesquisa sugere a necessidade de atualização das leis trabalhistas para reconhecer e mitigar os desafios enfrentados pelos trabalhadores subordinados às plataformas digitais.

Esta realidade exige uma resposta urgente das autoridades e da sociedade para reavaliar a maneira como o trabalho uberizado está estruturado, promovendo um equilíbrio mais justo entre tecnologia e direitos trabalhistas.

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Atenção: Esta matéria é meramente informativa e não reflete a opinião deste meio de comunicação

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