Tomadas sem proteção, fios desencapados e carregadores de celular ligados à rede elétrica têm se tornado uma ameaça silenciosa dentro de residências brasileiras. Cães e gatos expostos a esses itens podem sofrer choques elétricos graves, com consequências que vão desde queimaduras internas até alterações cardíacas potencialmente fatais.
Os acidentes acontecem, em sua maioria, dentro de casa, onde os animais circulam livremente e acabam tendo contato com cabos energizados. Muitas vezes, o problema só é percebido quando o quadro já se tornou uma emergência.
Segundo a médica-veterinária Juliana Piza Conceição, o perigo nem sempre é visível. “O tutor pode não notar nada de imediato, já que nem todo choque deixa marcas externas. No entanto, as lesões podem atingir a boca, os pulmões e até o coração, colocando a vida do animal em risco”, alerta.
Carregadores e extensões estão entre os principais vilões
Entre os objetos mais associados a esse tipo de ocorrência estão carregadores de celular conectados à tomada, extensões elétricas no chão e fios finos deixados ao alcance dos pets. Ao morder um cabo energizado, o animal pode sofrer queimaduras profundas na língua, gengiva e cavidade oral, além de apresentar:
- Salivação intensa
- Dificuldade para respirar
- Alterações no ritmo cardíaco
Em situações mais graves, o choque pode evoluir para parada cardiorrespiratória.
Filhotes e gatos estão mais expostos ao risco
Animais jovens figuram entre os mais vulneráveis. Durante a troca de dentição, filhotes tendem a roer objetos com mais frequência. Já os gatos, por natureza curiosos, são atraídos por fios soltos e pendentes, especialmente aqueles que se movimentam com facilidade.
De acordo com o adestrador e especialista em comportamento animal Fernando Lopes, a falta de estímulos também contribui para os acidentes. “Quando o animal não tem brinquedos adequados ou atividades suficientes, ele procura outras formas de gastar energia. Cabos e fios acabam se tornando alvos”, explica.
Prevenção começa com organização da casa
Especialistas destacam que pequenas mudanças na rotina doméstica reduzem significativamente os riscos. Entre as principais recomendações estão:
- Fixar fios junto às paredes ou atrás de móveis
- Utilizar protetores de tomada
- Evitar deixar carregadores conectados sem necessidade
- Oferecer brinquedos próprios para mastigação
- Supervisionar o pet em áreas com equipamentos elétricos
Essas medidas limitam o acesso direto dos animais à rede elétrica e ajudam a prevenir acidentes.
O que fazer em caso de choque elétrico no pet
Se um animal sofrer um choque, a orientação é desligar imediatamente a fonte de energia antes de tocá-lo, evitando que o tutor também se machuque. Em seguida:
- Mantenha o pet aquecido e imóvel
- Limpe delicadamente a boca, caso haja excesso de saliva
- Procure atendimento veterinário de emergência o quanto antes
Mesmo que o animal aparente melhora, o acompanhamento clínico é fundamental, pois edema pulmonar, arritmias e lesões internas podem surgir horas após o acidente.
“Qualquer fio energizado, quando mordido, pode causar danos profundos e até levar à morte do animal”, reforça Juliana Piza Conceição. Para ela, a prevenção depende diretamente da atenção dos tutores e da adaptação do ambiente doméstico para torná-lo mais seguro.
Perguntas e respostas rápidas
Choque elétrico em pets sempre deixa marcas visíveis?
Não. Muitas lesões são internas e só aparecem horas depois.
Filhotes correm mais risco?
Sim, especialmente durante a fase de troca de dentes.
Gatos também podem sofrer choque elétrico?
Sim. Fios soltos e pendentes aumentam o risco para felinos.
Carregadores de celular são perigosos?
Sim, principalmente quando ficam conectados e ao alcance do animal.
O que fazer imediatamente após o choque?
Desligar a energia, não tocar no pet energizado e buscar atendimento veterinário.
É possível prevenir esse tipo de acidente?
Sim, com organização dos fios, proteção de tomadas e estímulos adequados ao animal.
fonte alpha autos
