Copom Selic 2026 entra em foco nesta quarta-feira (18), quando o Banco Central decide se inicia o ciclo de queda dos juros após quase dois anos sem reduções. A expectativa do mercado financeiro é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de 15% para 14,75% ao ano.
A decisão ocorre em um cenário de incerteza global, com a alta do petróleo pressionada pela guerra no Oriente Médio, o que impacta diretamente a inflação e o custo dos combustíveis no Brasil.
De acordo com analistas ouvidos pelo mercado, o movimento deve ser mais cauteloso do que o previsto anteriormente, quando se esperava um corte maior, de 0,5 ponto percentual.
Copom Selic 2026 e o impacto da guerra no petróleo
A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou o preço do petróleo para patamares acima de US$ 100 o barril, o que trouxe novas pressões inflacionárias.
Esse cenário fez com que instituições financeiras revisassem suas projeções. Antes da crise, o corte esperado era mais intenso. Agora, o consenso aponta para uma redução menor, justamente para evitar riscos maiores à inflação.
De acordo com o boletim Focus, a projeção de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, se aproximando do limite superior da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.
Esse fator tem peso direto na decisão do Copom, já que a taxa de juros é o principal instrumento para controlar a inflação.
Haddad diz que conflito não deve impedir corte de juros
Apesar das incertezas internacionais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o conflito no Oriente Médio não deve impedir o início da redução da Selic.
De acordo com Haddad, ainda é cedo para falar em mudança no cenário que já aponta para um ciclo de cortes. Segundo ele, a expectativa do governo é de início da queda dos juros já na reunião de março, caso a inflação permaneça sob controle.
O ministro destacou que eventos como guerras e crises internacionais impactam as expectativas econômicas, mas que a equipe econômica está preparada para diferentes cenários.
Haddad também afirmou que o Brasil possui condições para enfrentar os efeitos do conflito, citando fatores como produção de petróleo, reservas cambiais, ausência de dívida externa relevante e matriz energética limpa.
Segundo ele, o país tem autonomia suficiente para absorver impactos externos sem comprometer a política de redução de juros.
O que esperar da decisão do Banco Central
O Banco Central já havia sinalizado, na ata da reunião de janeiro, a intenção de iniciar o corte de juros em março. No entanto, o cenário externo trouxe dúvidas sobre o ritmo dessa redução.
Mesmo assim, a maior parte do mercado acredita que o início do ciclo de queda deve acontecer agora, ainda que de forma moderada.
Se confirmado, será o primeiro corte desde maio de 2024, encerrando um período de juros elevados que chegou ao maior nível desde 2006.
A decisão será anunciada no início da noite desta quarta-feira.
Como a Selic afeta o dia a dia da população
A taxa Selic influencia diretamente diversas áreas da economia e da vida dos brasileiros, inclusive em cidades como Hortolândia e região de Campinas.
Quando os juros estão altos:
- O crédito fica mais caro
- Financiamentos e empréstimos aumentam
- O consumo tende a cair
- A economia desacelera
Quando os juros caem:
- O crédito fica mais acessível
- Empresas investem mais
- O consumo aumenta
- A atividade econômica é estimulada
Por isso, a decisão do Copom impacta desde o financiamento de um imóvel até o uso do cartão de crédito no dia a dia.
Super Quarta: decisão no Brasil e nos EUA movimenta mercado
A chamada “Super Quarta” reúne decisões importantes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
O Federal Reserve (Fed), banco central americano, também define sua taxa de juros nesta quarta-feira. A expectativa é de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Esse cenário global influencia diretamente o Brasil. Segundo analistas, qualquer surpresa nas decisões pode gerar volatilidade no mercado financeiro, afetando o dólar, a bolsa e investimentos.
De acordo com especialistas, se o Banco Central brasileiro sinalizar continuidade na queda dos juros, setores como varejo e construção podem reagir positivamente.
Por outro lado, uma postura mais conservadora pode pressionar o mercado e elevar o dólar.
Meta de inflação e novo modelo contínuo
Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação. Isso significa que a meta de 3% é avaliada mês a mês, considerando os últimos 12 meses.
O intervalo de tolerância vai de 1,5% a 4,5%.
Esse modelo torna a política monetária mais dinâmica, mas também exige maior atenção do Banco Central, já que a inflação é monitorada de forma constante.
Segundo o próprio BC, as decisões são tomadas olhando para o futuro, já que os efeitos da Selic levam de seis a 18 meses para impactar a economia.
Cenário para os próximos meses
Mesmo com as incertezas externas, o mercado projeta continuidade na queda da Selic ao longo de 2026.
A expectativa é que a taxa básica termine o ano em torno de 12,25% ao ano, caso a inflação permaneça sob controle.
No entanto, fatores como o preço do petróleo, o cenário internacional e a política econômica interna ainda podem alterar esse caminho.
FAQ – Copom Selic 2026
Qual é a expectativa para a Selic hoje?
A maioria dos analistas projeta corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,75% ao ano.
O conflito no Oriente Médio pode impedir a queda dos juros?
Segundo o ministro Fernando Haddad, o conflito não deve impedir o início do ciclo de cortes, embora exija atenção.
Quando a decisão do Copom será divulgada?
A decisão será anunciada no início da noite desta quarta-feira.
