Conta de luz continuará com cobrança adicional em junho para consumidores de todo o país. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (29) a manutenção da bandeira tarifária amarela para o próximo mês.
Com a decisão, os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando um valor extra na fatura de energia. O acréscimo será de R$ 1,88 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a Aneel, a medida foi adotada devido ao avanço do período seco em diversas regiões do Brasil. Com menos chuvas, os reservatórios das hidrelétricas recebem menor volume de água, reduzindo a capacidade de geração desse tipo de energia.
Para garantir o abastecimento elétrico do país, o sistema precisa recorrer com mais frequência às usinas termelétricas, que possuem custos operacionais mais elevados. Esse aumento de custos é repassado aos consumidores por meio do sistema de bandeiras tarifárias.
Índice
Conta de luz e a manutenção da bandeira amarela
De acordo com a Aneel, entre janeiro e abril de 2026 a bandeira permaneceu verde, indicando condições favoráveis para geração de energia no país. Em maio, no entanto, a situação mudou e a bandeira amarela passou a vigorar.
A permanência da bandeira amarela em junho demonstra que as condições de geração continuam exigindo atenção do setor elétrico.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para informar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica no Brasil. O objetivo é tornar mais transparente o funcionamento do setor e incentivar o uso consciente da eletricidade.
Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia as condições de geração e define as estratégias necessárias para garantir o fornecimento de energia. Com base nessas análises, são estabelecidas as bandeiras tarifárias que serão aplicadas nas contas dos consumidores.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
As bandeiras funcionam como um sinal sobre o custo da produção de energia elétrica no país.
Quando a geração apresenta condições favoráveis, é aplicada a bandeira verde, sem cobrança adicional.
Já quando os custos aumentam, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha.
Os valores atualmente praticados são:
- Bandeira verde: sem cobrança adicional.
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Quanto maior o consumo de energia, maior será o impacto da cobrança adicional na conta de luz.
O que o consumidor pode fazer para economizar
Com a manutenção da bandeira amarela, especialistas costumam recomendar atenção ao consumo de energia dentro de casa.
Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir gastos, como apagar luzes em ambientes vazios, utilizar aparelhos elétricos apenas quando necessário, evitar desperdícios com chuveiros elétricos e aproveitar ao máximo a iluminação natural durante o dia.
Embora o acréscimo da bandeira amarela seja menor do que o aplicado nas bandeiras vermelhas, a cobrança extra pode representar aumento significativo para famílias e empresas com consumo elevado.
A decisão da Aneel reforça a importância do uso consciente da energia elétrica durante o período seco, quando a geração hidrelétrica perde força e o sistema precisa recorrer a fontes mais caras para garantir o fornecimento aos brasileiros.
FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES
O que significa bandeira amarela na conta de luz?
A bandeira amarela indica que os custos de geração de energia estão mais altos, gerando cobrança extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Por que a conta de luz ficou mais cara em junho?
Segundo a Aneel, o período seco reduz a geração das hidrelétricas e exige maior uso das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
A bandeira amarela vale para todo o Brasil?
Sim. A cobrança vale para os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que abrange a maior parte do país.
