SNAG11 mantém dividendos elevados e entra em 2026 como um dos Fiagros mais sólidos do mercado

dividendos

O SNAG11 vive um dos períodos mais consistentes desde sua criação e vem chamando a atenção de investidores que buscam renda recorrente no agronegócio. O fundo manteve a distribuição mensal de R$ 0,13 por cota, um nível considerado alto dentro do universo dos Fiagros, especialmente em um cenário ainda marcado por juros elevados e maior rigor na concessão de crédito.

Esse valor representa um retorno mensal estimado entre 1,15% e 1,20%, colocando o SNAG11 entre os fundos com melhor geração de caixa do segmento. Ao longo de 2025, os rendimentos evoluíram gradualmente, saindo da faixa de R$ 0,11 e alcançando o patamar atual, sinalizando melhora na eficiência da carteira e na gestão dos ativos.

Reservas crescem e aumentam a margem de segurança

Outro ponto positivo é o avanço das reservas acumuladas, que já se aproximam de R$ 0,30 por cota. Esse colchão financeiro amplia a proteção do fundo em momentos de maior volatilidade e abre espaço para possíveis elevações futuras nos dividendos, caso o lucro recorrente continue avançando.

Valorização da cota reforça confiança do mercado

A demanda crescente pelo SNAG11 impulsionou uma valorização expressiva das cotas. Recentemente, o fundo passou a ser negociado entre R$ 11,10 e R$ 11,27, renovando máximas históricas. No acumulado de 12 meses, a alta supera 23%, desempenho acima da média dos Fiagros.

Com isso, o fundo passou a operar com ágio em relação ao valor patrimonial, estimado em cerca de R$ 10,32 por cota. Embora esse prêmio reduza o dividend yield projetado para novos investidores, ele reflete a confiança do mercado na previsibilidade da renda e na qualidade dos ativos do portfólio.

Carteira híbrida e reforço no crédito agro

A estratégia do SNAG11 segue baseada em uma carteira híbrida, combinando crédito ligado ao agronegócio com ativos lastreados em imóveis rurais. Entre as movimentações recentes, destaca-se a aquisição de um CRA do setor agro no valor de R$ 3,1 milhões, com remuneração atrelada ao IPCA + 12% ao ano, passando a representar cerca de 5% da carteira.

Além disso, houve reavaliação positiva de ativos imobiliários rurais, principalmente no Centro-Oeste. Essa atualização elevou o patrimônio do fundo em aproximadamente 4,5%, com valorização relevante em ativos que representam cerca de 10% do patrimônio líquido. Embora esse movimento não aumente imediatamente os dividendos, ele fortalece o valor patrimonial e melhora a flexibilidade financeira do fundo.

Pontos de atenção seguem no radar

Apesar do cenário favorável, investidores continuam atentos a alguns aspectos da gestão. Um deles é a ausência recente de avaliações externas independentes de risco para os CRAs da carteira. Como esses ativos não contam com rating tradicional de agências, cresce a importância da transparência e da análise interna na comunicação com o mercado.

Embora isso não indique um problema imediato, o tema segue como ponto de observação, especialmente para investidores mais conservadores.

Emissão de cotas pode ganhar força

Com a cota negociando acima do valor patrimonial, o mercado começa a enxergar espaço para uma eventual nova emissão de cotas. Em cenários de ágio, a captação tende a ser menos dilutiva, permitindo ao fundo crescer sem prejudicar os cotistas atuais.

O avanço das reservas, a estabilidade dos dividendos e a valorização das cotas reforçam a expectativa de que uma oferta futura possa ser usada para ampliar a exposição ao crédito agro, mantendo o equilíbrio entre crescimento e distribuição. A gestão é feita pela Suno Asset, responsável por conduzir a estratégia do fundo.

Perspectivas para 2026

O SNAG11 chega a 2026 sustentado por três pilares claros: renda elevada, valorização patrimonial e potencial de expansão. Caso o cenário de crédito permaneça favorável e o lucro recorrente siga avançando, o fundo tende a manter posição de destaque entre os Fiagros mais resilientes do mercado.


Perguntas e respostas rápidas sobre o SNAG11

Qual é o dividendo atual do SNAG11?
R$ 0,13 por cota ao mês.

Qual o rendimento mensal aproximado?
Entre 1,15% e 1,20%, dependendo da cotação.

O fundo está negociando com ágio?
Sim, cerca de 4% acima do valor patrimonial.

Existe chance de nova emissão de cotas?
O mercado vê o cenário como favorável, mas não há confirmação oficial.

Quais são os principais riscos?
Risco de crédito do agro e menor visibilidade externa sobre CRAs sem rating.

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