A Iguatemi S.A. [B3: IGTI11], administradora do Iguatemi Campinas e do Galleria Shopping, uma das maiores companhias full service do setor, com participação em 15 shopping centers, dois premium outlets, quatro torres comerciais, além do e-commerce Iguatemi 365 e das lojas operadas pela iRetail mantendo a consistência de sua trajetória operacional e financeira, com crescimento nos principais indicadores e fortalecimento contínuo de seu posicionamento no segmento premium e de luxo. No primeiro trimestre de 2026, a Companhia atingiu R$ 5,6 bilhões em vendas totais, alta de 12,8% em relação ao 1T25, impulsionada pela resiliência do consumo no segmento premium, pela produtividade dos ativos e pela contínua qualificação do portfólio. O desempenho reforça a expansão de market share e a capacidade de sustentar crescimento mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador.
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 239,5 milhões, alta de 110%, com margem líquida ajustada de 64,9%. O FFO ajustado foi de R$ 274,7 milhões, 98,4% acima do 1T25, com margem FFO ajustada de 74,5%. A alavancagem encerrou o trimestre em 1,29x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, reforçando a solidez financeira e a disciplina na alocação de capital.
A receita bruta totalizou R$ 414,8 milhões no trimestre, alta de 11,7% na comparação anual , enquanto a receita líquida ajustada somou R$ 368,9 milhões, avanço de 11,8% em relação ao 1T25, sustentada pela expansão da receita de aluguel e pela captura de valor dos ativos adquiridos. O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 405,2 milhões, crescimento de 65,9% sobre o mesmo período do ano anterior, com margem EBITDA ajustada de 109,9%, mantendo elevada eficiência operacional.
“O desempenho deste primeiro trimestre materializa nossa tese de resiliência ativa e reflete uma disciplina rigorosa na execução. Mesmo em um cenário de juros restritivos, seguimos crescendo acima da inflação, com ativos cada vez mais produtivos, níveis recordes de ocupação e a menor inadimplência para um primeiro trimestre em 16 anos. Essa consistência operacional nos permite manter margens robustas e uma estrutura de capital extremamente saudável, mesmo após ciclos importantes de investimento”, afirma Guido Oliveira, CFO da Iguatemi S.A.
No trimestre, as vendas mesmas áreas (SAS) cresceram 7,8% e as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 5,2%, ambas acima da inflação. O aluguel percentual cresceu 26,4%, enquanto os aluguéis mesmas lojas (SSR) avançaram 6,0% e os aluguéis mesmas áreas (SAR), 6,7%, com ganhos reais acima da inflação e leasing spread positivo. Na análise de produtividade, as vendas por metro quadrado cresceram 7,3% na visão 100%, passando de R$ 7,7 mil para R$ 8,2 mil, e 12,1% na visão proporcional à participação da Iguatemi, de R$ 7,3 mil para R$ 8,1 mil. Já o aluguel por metro quadrado avançou 8,8% na visão 100%, de R$ 613 para R$ 667, e 12,7% na visão IGTI, de R$ 560 para R$ 631, reforçando a qualidade dos ativos e o potencial de reprecificação do portfólio.
A taxa média de ocupação atingiu 97,3%, a maior para um primeiro trimestre dos últimos anos e 0,7 p.p. acima do 1T25. O resultado reflete a estratégia de qualificação de mix e a atratividade dos ativos para marcas premium e internacionais, consolidando a Iguatemi como parceiro preferencial para expansão de marcas de alto valor agregado. O custo de ocupação seguiu controlado em 11,9%, ainda abaixo das médias históricas da Companhia, enquanto a inadimplência líquida atingiu 0,7%, o menor patamar para um primeiro trimestre nos últimos 16 anos, reforçando a saúde financeira dos lojistas e a qualidade do crédito.
A operação de varejo, composta pelo Iguatemi 365 e pela iRetail, registrou avanço expressivo no trimestre, com aumento de 59,2% na receita bruta sobre o 1T25, fruto da combinação entre o crescimento orgânico das marcas já presentes no portfólio e a entrada de novas operações ao longo dos últimos trimestres. O desempenho do período foi impulsionado por um crescimento de 22% nas vendas mesmas lojas (SSS), além do forte resultado da Birkenstock e da Polo Ralph Lauren após a mudança de ponto no Iguatemi São Paulo. A operação apresentou forte ganho de eficiência, resultando em um EBITDA positivo de R$ 4,8 milhões, com crescimento de 808,6% em relação ao 1T25.
Gestão ativa de portfólio e expansão estratégica reforçam geração de valor
Dando continuidade à estratégia de otimização de portfólio, a Iguatemi finalizou a venda de participações minoritárias em quatro ativos (Iguatemi Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas) para o fundo XP Malls, por R$ 372 milhões. A transação gerou um ganho de capital de aproximadamente R$ 143 milhões, refletindo a capacidade da Companhia de cristalizar valor em ativos maduros para realocar recursos em frentes de maior potencial de retorno. Como evento subsequente, em abril, foi concluída a aquisição de 3,0% adicional no Pátio Paulista, por R$ 75,6 milhões, a um cap rate de 7,5%, elevando a participação da Iguatemi no shopping para 14,45% e ampliando a exposição a um empreendimento com elevada produtividade por m² e perfil de público AB+.
“Nossa estratégia de alocação de capital é pautada pela profundidade e dominância nos mercados onde o consumo premium é mais resiliente”, explica Oliveira. “A alienação de participações minoritárias é uma alavanca estratégica de geração de valor e liquidez, que nos permite concentrar recursos em ativos dominantes e preservar uma estrutura de capital extremamente robusta. Entramos no restante de 2026 com o balanço limpo e um portfólio altamente qualificado, prontos para capturar a maturação das novas marcas internacionais que escolheram a plataforma Iguatemi como seu destino no país”.
A Iguatemi S.A. encerra o 1T26 não apenas com eficiência operacional comprovada, mas com uma estrutura de capital otimizada que a diferencia em seu setor. A combinação entre a dominância física de seus shoppings e a aceleração do ecossistema digital e de varejo próprio pavimenta o caminho para um crescimento sustentável. A Companhia mantém o foco na geração de valor para o acionista através da seletividade de ativos e do fortalecimento de sua posição como o hub indispensável para o mercado de luxo e alta renda no Brasil.
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