Polícias Civil e Militar e Detran-SP deflagram 2ª fase de megaoperação Box contra desmanches ilegais

Com o objetivo de combater a atuação de desmanches envolvidos em roubos e furtos de veículos e cargas, a Secretaria da Segurança Pública e o Detran-SP realizaram desde a última segunda-feira (24) até esta quarta (26) a megaoperação BOX 2, com 184 estabelecimentos fiscalizados em 48 municípios paulistas: Barueri, Jandira, Jacareí, Caraguatatuba, Pindamonhangaba, São José dos Campos, Araraquara, Taquaritinga, Ibitinga, São Carlos, São Joaquim da Barra, Barretos, Bebedouro, Franca, Igarapava, Ribeirão Preto, Cajuru, Jardinópolis, Jaboticabal, Sertãozinho, Americana, Nova Odessa, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Cordeirópolis, Mococa, São José do Rio Pardo, São João da Boa Vista, Limeira, Leme, Pirassununga, Araras, Iracemápolis, Campinas, Saltinho, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Jaguariúna, Atibaia, Botucatu, São Manuel, Sorocaba, Aguaí, Capivari, Rio Claro Piracicaba e a capital paulista.

Com participação de 194 funcionários do Detran-SP e 4.684 agentes das polícias Civil e Militar, ação é a segunda fase da megaoperação BOX, que ocorreu em fevereiro deste ano. Assim como na primeira etapa, os alvos desta etapa foram previamente selecionados pela Polícia Civil, após equipes realizarem um levantamento com base em investigações e informações detalhadas, parte delas repassadas pelo Coordenadoria de Fiscalização Integrada do Detran-SP sobre estabelecimentos do setor.

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Organizada pelo Procarga (Programa de Prevenção e Redução de Furtos, Roubos, Apropriação Indébita e Receptação de Carga), que faz parte do CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) da Polícia Civil, a BOX 2 ainda conta com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado, das prefeituras locais e da Polícia Militar. O foco está na fiscalização conjunta a desmontes e desmanches, para o combate aos estabelecimentos clandestinos e checagem das condições dos credenciados junto ao Detran-SP. Na capital, as buscas ocorreram na região central e na zona norte e resultaram em um desmonte autuado por possuir peças de veículos sem o selo de rastreabilidade do Detran-SP, entre outras irregularidades, e dois lacrados e autuados por não estarem credenciados junto ao Departamento de Trânsito, além de também possuírem peças sem o selo de rastreabilidade ou de venda proibida, por serem itens de segurança veicular.

Importante ressaltar que os desmanches clandestinos e irregulares, muitas vezes, acabam por oferecer à população as chamadas “peças de sangue”, porque suas atividades, em geral, são alimentadas pelos produtos de outros crimes, como roubo de veículos, desvios de cargas, latrocínio, corrupção e lesões à sociedade.

Na operação BOX 2, foram fiscalizados estabelecimentos comerciais e outros locais clandestinos previamente identificados pelas equipes de investigação em todo o Estado. Até as 17h desta quarta (26), as fiscalizações já haviam resultado em 48 autuações, 47 lacrações de estabelecimentos e 161 prisões de suspeitos de crimes, sendo 62 delas em flagrante.

PRIMEIRA FASE – BOX 1

Deflagrada em 28 de fevereiro, a primeira fase da megaoperação BOX teve diligências em Santos, Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e na capital paulista. Na ocasião, foram fiscalizados 75 estabelecimentos comerciais, além de outros locais clandestinos previamente identificados pelas equipes de investigação em todo o Estado. Foram emitidos 33 autos de prisão em flagrante, inclusive de envolvidos em roubo de carga e em receptação e crime contra ordem tributária, além do cumprimento de mandado de prisão contra suspeitos de latrocínio e de roubos de motos. No total, 58 pessoas foram presas por atividades diretamente relacionadas aos desmanches clandestinos ou irregulares, suspeitas de envolvimento em crimes de receptação, associação criminosa e crimes de relação ao consumo.

Do total de estabelecimentos fiscalizados, 43 desmanches foram autuados – 24 deles inclusive lacrados por não terem registro junto ao Detran.SP, enquanto outros 19 estabelecimentos credenciados no Órgão foram autuados por falta de rastreabilidade de peças, vendas de peças proibidas, desmontagem de veículos sem baixa. Do total de fiscalizados, outros 32 estabelecimentos foram fechados ou exerciam outras atividades não relacionadas à comercialização regular de autopeças.

Cerca de outras 100 pessoas foram presas suspeitas ou procuradas (já condenadas) por outros crimes, como os de roubo de veículos, roubo de motocicletas, latrocínio e até tráfico de drogas, descobertas durante as investigações e flagrantes da Operação Box.

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