Oruam está foragido após a Justiça do Rio de Janeiro determinar a retomada da prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nesta terça-feira (3). O artista, conhecido como Oruam, não foi localizado durante o cumprimento do mandado e passou a ser considerado foragido pelas autoridades.
A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após a revogação de uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permitia ao réu responder ao processo em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Relatórios oficiais apontaram sucessivos descumprimentos das medidas cautelares impostas pela Justiça.
Tornozeleira eletrônica ficou desligada desde o início de fevereiro
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o monitoramento eletrônico de Oruam registra um histórico recorrente de violações. Segundo os dados encaminhados ao Judiciário, o rapper acumulou 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026, a maioria relacionada à falta de carregamento da bateria da tornozeleira.
A Seap informou que o equipamento está totalmente descarregado desde o dia 1º de fevereiro, sem qualquer sinal de regularização por parte do monitorado. As falhas foram comunicadas mensalmente à Terceira Vara Criminal do Rio, conforme exigido pelo protocolo de acompanhamento judicial.
Equipamento apresentou indícios de dano eletrônico
Ainda segundo a Seap, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno compareceu à Central de Monitoração Eletrônica no dia 9 de dezembro de 2025, quando houve a substituição do equipamento. A tornozeleira retirada foi encaminhada para perícia técnica, que identificou dano eletrônico compatível com impacto de alta intensidade.
Após a troca, o novo dispositivo também passou a apresentar falhas recorrentes por ausência de carregamento, reforçando o entendimento das autoridades sobre o descumprimento deliberado das medidas impostas.
Em nota oficial, a Seap afirmou que o monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e que, desde 1º de novembro, passou a apresentar um padrão contínuo de negligência no uso do equipamento.
Justiça considerou medidas alternativas insuficientes
Diante do histórico de violações, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou a decretação da prisão preventiva. Em um primeiro momento, o juízo reconheceu o descumprimento das cautelares, mas deixou de determinar a prisão em razão da liminar vigente do STJ.
Com a revogação dessa decisão, a juíza Tula Corrêa de Mello entendeu que as medidas alternativas não foram suficientes. Segundo a magistrada, a retomada da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a efetividade do processo penal.
Oruam responde por tentativa de homicídio qualificado
Oruam é réu em uma ação penal que apura tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Além do rapper, também respondem ao processo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, acusados de participação no mesmo episódio.
Denúncia envolve ataque durante operação policial
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em 22 de julho de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na residência de Oruam. A ação tinha como objetivo cumprir uma ordem judicial de busca e apreensão de um menor suspeito de atos análogos ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais.
Durante a operação, o rapper e outras pessoas teriam arremessado pedras de grande peso e volume contra os policiais, colocando em risco a integridade física das vítimas, conforme descrito nos autos do processo.
Ligação familiar citada nos autos
O processo também menciona que Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, apontado como liderança do tráfico e atualmente custodiado em um presídio federal. A informação consta apenas como dado de qualificação familiar, sem relação direta com a acusação analisada no caso.
Meta-descrição
Oruam está foragido após acumular 66 violações da tornozeleira eletrônica. Justiça do Rio decretou prisão preventiva do rapper.
Perguntas frequentes sobre o caso Oruam
Por que Oruam está foragido?
Porque a Justiça determinou a retomada da prisão preventiva após sucessivos descumprimentos das medidas cautelares, incluindo falhas no uso da tornozeleira eletrônica.
Quantas violações da tornozeleira foram registradas?
Segundo a Seap, foram 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026.
Qual é a acusação contra o rapper?
Oruam responde por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis durante uma operação no Rio de Janeiro.
Com informações da Agência Brasil de Notícias
