Operação da Policia Civil de SP mobiliza forças de segurança e órgãos de fiscalização para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou ao menos R$ 1,1 bilhão em sete meses. A ação ocorre na manhã desta quinta-feira (12) e cumpre mandados nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. A força-tarefa reúne 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e dois promotores de Justiça.
A investigação aponta que o grupo empresarial atua no mercado de distribuição de produtos eletrônicos na capital paulista, com vendas para todo o Brasil.
Como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro
Segundo as apurações, a organização utilizava um sistema de desvio de fluxo financeiro para ocultar receitas. Embora as vendas fossem realizadas pela plataforma principal do grupo, os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
Essas empresas funcionavam como contas de passagem. Ao mesmo tempo, as notas fiscais eram emitidas por terceiras empresas, criando uma estrutura que dificultava a rastreabilidade dos valores.
Essa engenharia financeira permitiu a movimentação de pelo menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses. A discrepância entre o fluxo de caixa real e o patrimônio declarado das empresas chamou a atenção dos órgãos de controle.
De acordo com os investigadores, o modelo adotado pelo grupo gerou confusão patrimonial com o objetivo de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário.
Participação do Deic, MP e Sefaz na operação
A operação conta com a atuação do Departamento Estadual de Investigações Criminais, do Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial, e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
O Gaepp obteve decisão judicial para o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão. Entre os bens já identificados e bloqueados estão ao menos R$ 25 milhões em imóveis de alto padrão, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de terceiros e aplicações financeiras.
As investigações também apontaram o uso de pessoas com histórico criminal ligado a facções criminosas como sócios de fachada e beneficiários de imóveis. Segundo as autoridades, o objetivo era promover blindagem patrimonial.
Sequestro de bens e próximos passos
A decisão judicial autorizou o bloqueio de bens e valores vinculados ao grupo empresarial. O foco atual é apurar a prática de lavagem de capitais, com a tentativa de mesclar recursos ilícitos com negócios formais.
Os crimes fiscais identificados ao longo da investigação serão comunicados formalmente aos órgãos competentes para providências administrativas e judiciais.
A operação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia pelas autoridades responsáveis.
O que é lavagem de capitais
Lavagem de capitais é o processo de ocultar ou dissimular a origem de recursos obtidos de forma ilícita, inserindo esses valores no sistema financeiro como se fossem provenientes de atividades legais.
Em casos como o investigado nesta operação, o uso de empresas de fachada, contas de passagem e terceiros como sócios formais é uma prática identificada com frequência por órgãos de repressão a crimes financeiros.
A atuação conjunta entre polícia, Ministério Público e órgãos fazendários busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também recuperar ativos e impedir a continuidade das atividades ilícitas.
Perguntas frequentes sobre a Operação do Governo de SP
Quantos mandados foram cumpridos na operação?
Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Quanto dinheiro foi movimentado pelo esquema?
As investigações apontam movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em um período de sete meses.
Quais órgãos participam da operação?
Participam a Polícia Civil de São Paulo, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaepp, e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
