Operação Elo Perdido da PF resulta em prisão por crimes ambientais em Sumaré após a deflagração de uma ação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (13). A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão no município e terminou com a prisão em flagrante de um homem de 41 anos, suspeito de envolvimento em um esquema de falsificação de anilhas utilizadas para identificação de aves silvestres.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação tem como foco a adulteração e produção ilegal de anilhas, dispositivos obrigatórios para a identificação e o controle de aves legalizadas. As anilhas falsificadas eram utilizadas para dar aparência de legalidade a pássaros adquiridos de forma irregular, permitindo a circulação e a comercialização de animais silvestres fora das normas ambientais.
Operação Elo Perdido da PF em Sumaré
A Operação Elo Perdido da PF em Sumaré foi deflagrada após meses de apuração conduzida pela Polícia Federal. As investigações tiveram início a partir da identificação de um esquema de criação e comércio clandestino de aves silvestres na região de Sorocaba. A partir desse ponto, os agentes federais conseguiram rastrear a cadeia de fornecimento dos animais e identificar possíveis responsáveis pela falsificação das anilhas.
Durante o aprofundamento das diligências, os investigadores chegaram até um comerciante da cidade de Sumaré, proprietário de uma agropecuária, apontado como responsável direto pela produção e utilização das anilhas adulteradas. Segundo a PF, o material falsificado era aplicado em aves obtidas ilegalmente, o que dificultava a identificação da origem criminosa dos animais durante fiscalizações.
Mandados cumpridos e materiais apreendidos
Os dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação da Justiça Federal em Campinas, responsável pela jurisdição da região. Durante as buscas, os policiais federais encontraram diversas aves silvestres mantidas em cativeiro de forma irregular, sem autorização dos órgãos ambientais competentes.
Além dos animais, foram apreendidos equipamentos, ferramentas e materiais utilizados na confecção e adulteração das anilhas. A Polícia Federal informou que o conjunto de provas encontrado durante a operação confirmou os indícios levantados ao longo da investigação.
Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes ambientais relacionados à manutenção ilegal de animais silvestres e à falsificação de instrumentos de controle ambiental. Ele foi conduzido à unidade da Polícia Federal para os procedimentos legais e permaneceu à disposição da Justiça.
Investigação teve origem em esquema regional
Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado não se restringe a Sumaré. As apurações iniciais apontaram a existência de uma rede de criação e comercialização clandestina de aves silvestres que atuava em diferentes cidades do interior paulista, com destaque para a região de Sorocaba.
A partir da identificação desse núcleo, os agentes federais passaram a analisar registros, movimentações e denúncias relacionadas à circulação de aves supostamente legalizadas, mas que apresentavam indícios de irregularidades. O rastreamento das anilhas foi fundamental para chegar aos responsáveis pela falsificação.
De acordo com a PF, as anilhas são essenciais para o controle ambiental, pois permitem identificar a origem, a espécie e a situação legal das aves. A falsificação desses dispositivos compromete o trabalho de fiscalização e favorece a exploração ilegal da fauna silvestre.
Crimes ambientais e próximos passos
A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento. O objetivo é identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso, incluindo criadores clandestinos, intermediários e compradores de aves silvestres.
Os envolvidos poderão responder por crimes ambientais, falsificação de documentos e outros delitos previstos na legislação brasileira. As penas variam conforme a gravidade da conduta e o número de animais envolvidos.
A PF também destacou que ações como a Operação Elo Perdido têm como objetivo coibir práticas que causam danos diretos ao meio ambiente e à fauna brasileira, além de desarticular organizações que lucram com a exploração ilegal de animais silvestres.
Perguntas frequentes sobre a Operação Elo Perdido
O que são anilhas de aves silvestres?
As anilhas são dispositivos de identificação obrigatórios, colocados nas aves, que indicam a origem legal do animal e permitem o controle pelos órgãos ambientais.
Por que a falsificação de anilhas é crime?
A falsificação permite que aves capturadas ilegalmente sejam vendidas como se fossem legais, o que configura crime ambiental e falsificação.
O que acontece com as aves apreendidas?
As aves passam por avaliação de órgãos ambientais e podem ser encaminhadas para centros de reabilitação ou devolvidas à natureza, conforme cada caso.
