Projeto do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê um dos computadores mais potentes da América Latina e colocaria Campinas no centro das pesquisas em IA, saúde, indústria e previsão climática.
Campinas está entre as cidades que disputam a instalação de um dos projetos tecnológicos mais ambiciosos do país: um supercomputador voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial, com investimento estimado em R$ 1,8 bilhão. A decisão deve ser anunciada nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dentro das ações previstas no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
O que é o supercomputador?
O equipamento terá capacidade prevista de 1 exaflop, equivalente a 1 quintilhão de operações matemáticas por segundo, desempenho que o colocaria entre os mais avançados da América Latina.
A estrutura será utilizada para pesquisas e aplicações em diversas áreas estratégicas, como:
- Inteligência artificial;
- Previsão climática;
- Desenvolvimento de medicamentos;
- Simulações científicas complexas;
- Projetos industriais e tecnológicos.
A proposta prevê que 30% da capacidade de processamento seja destinada ao governo federal, enquanto 70% ficará disponível para universidades, centros de pesquisa e empresas.
Por que Campinas é uma das favoritas?
A candidatura de Campinas se apoia em um dos maiores ecossistemas de ciência, tecnologia e inovação do Brasil.
Entre os principais diferenciais estão:
- Presença do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI);
- Proximidade com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM);
- Universidades de referência nacional e internacional;
- Grande concentração de empresas de tecnologia e startups;
- Histórico de inovação e pesquisa aplicada.
Segundo a diretora do CTI Renato Archer, Juliana Daguano, a cidade reúne condições favoráveis para receber um projeto dessa dimensão devido à integração entre instituições de pesquisa e setor produtivo.
Projeto pode impulsionar economia e inovação
Caso Campinas seja escolhida, o investimento poderá fortalecer ainda mais a posição da cidade como um dos principais polos tecnológicos do país.
Além do impacto científico, a instalação do supercomputador tende a estimular:
- Desenvolvimento de novas tecnologias;
- Parcerias entre universidades e empresas;
- Formação de profissionais especializados;
- Atração de investimentos em inovação;
- Expansão do setor de inteligência artificial no Brasil.
Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
O supercomputador integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), estratégia do governo federal para ampliar a infraestrutura tecnológica nacional e fortalecer a competitividade brasileira em áreas de alta complexidade.
Entre os objetivos do plano está posicionar o Brasil entre os países com maior capacidade computacional do mundo até 2028, criando uma base para acelerar pesquisas científicas, inovação industrial e soluções voltadas aos serviços públicos e à economia.
Decisão ainda depende do governo federal
Apesar das articulações em favor de Campinas, a cidade que receberá o projeto ainda não foi oficialmente definida. A expectativa é que o anúncio seja realizado pelo governo federal nos próximos dias.
