O Comitê Municipal de Crise criado pela Prefeitura de Hortolândia, sob determinação do prefeito Zezé Gomes, reforçou a cobrança aos órgãos estaduais de fiscalização da qualidade da água fornecida pela Sabesp ao município.
Ontem (5 de maio), o secretário de Serviços Urbanos, Vicente Andreu, técnicos ambientais e da Vigilância Sanitária de Hortolândia participaram de reunião em São Paulo com Sabesp, Cetesb, Defesa Civil Estadual e Arsesp para intensificar os pedidos de respostas sobre o problema que prejudica o cotidiano de milhares de hortolandenses.
“Ainda não nos foram fornecidas alternativas definitivas para a questão. Também detectamos demora para acesso aos relatórios. Desde o dia 22 de abril tomamos as medidas cabíveis e vemos demora na resolução da situação. Passamos por um momento grave e reivindicamos que essa situação se resolva de uma vez”, comentou o secretário Vicente Andreu após a reunião.
Medidas adotadas pela Administração Municipal
- Criação do Comitê Municipal de Crise
- Solicitação de isenção da tarifa de consumo de abril para toda a população
- Notificação administrativa do Procon à Sabesp (prazo de 10 dias) exigindo:
- Laudos técnicos de potabilidade da água
- Medidas compensatórias para a população
- Relatórios técnicos sobre a ocorrência
- Número de reclamações registradas em Hortolândia
- Esclarecimentos sobre o monitoramento realizado pela empresa
Críticas à privatização da Sabesp
O prefeito Zezé Gomes criticou a falta de investimentos: “A Sabesp investiu em coleta de esgoto, mas faz anos que não há investimentos na melhoria da captação e distribuição de água em Hortolândia. Depois da privatização, isso piorou. Nosso contrato com a Sabesp venceria no ano que vem, mas agora a situação está nas mãos do Estado, que é o gestor deste contrato. Até mesmo para romper o contrato com a Sabesp, teremos que passar pelo Estado.”
A Prefeitura segue firme na defesa dos interesses da população e exige providências dos órgãos o mais rápido possível. O serviço de abastecimento é de responsabilidade do Governo do Estado, cabendo à Arsesp a regulação e fiscalização da prestação do serviço.
