Repatriação de professor brasileiro mobiliza uma ampla corrente de solidariedade em Hortolândia, Campinas e em outras cidades da região. Familiares, amigos, ex-alunos e colegas de profissão se uniram para tentar viabilizar o retorno ao Brasil do professor Wagner de Oliveira Fernandes, que está internado em estado gravíssimo na Cidade do México após sofrer múltiplos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) durante uma viagem internacional.
O educador permanece hospitalizado sob cuidados intensivos, sedado, entubado e com monitoramento contínuo na UTI. De acordo com informações médicas repassadas à família, a transferência para o Brasil só pode ocorrer por meio de uma UTI aérea, procedimento considerado de alta complexidade e que envolve custos elevados.
Transferência médica exige UTI aérea especializada
Segundo familiares, o valor estimado para a repatriação gira em torno de R$ 650 mil. O custo não é coberto pelo seguro-saúde contratado, o que levou à criação de uma campanha de arrecadação coletiva. Além do transporte aéreo especializado, as despesas hospitalares no México já ultrapassam R$ 700 mil e continuam aumentando diariamente.
De acordo com pessoas próximas ao professor, a necessidade da UTI aérea está diretamente relacionada ao quadro neurológico instável, que exige suporte avançado de vida durante todo o deslocamento internacional.
Trajetória marcada pela educação na região de Campinas
Formado pela Universidade de São Paulo, Wagner construiu uma carreira dedicada ao ensino e à formação de estudantes ao longo de décadas. Ele atuou em tradicionais cursinhos pré-vestibulares da região de Campinas, como COC, Anglo, Objetivo e Pandora.
Ao longo desse período, contribuiu para a preparação de milhares de jovens para o ingresso no ensino superior. Ex-alunos destacam a postura atenta, o acompanhamento individualizado e o incentivo constante ao desenvolvimento acadêmico e pessoal.
Viagem internacional e início das complicações clínicas
A viagem ao México teve início no dia 9 de dezembro e foi realizada ao lado da esposa, Silvana, médica da rede pública de Hortolândia, e da filha caçula, Duda. Wagner é pai de cinco filhos.
Poucos dias após a chegada ao país, ele passou a apresentar sinais de exaustão física. Atenta aos sintomas, Silvana identificou uma taquicardia persistente e buscou atendimento médico imediato. A partir desse momento, a família enfrentou uma sequência de intercorrências clínicas.
De acordo com relatos de familiares, o tratamento inicial não apresentou a resposta esperada. A equipe médica optou por um procedimento mais invasivo, após o qual Wagner sofreu o primeiro AVC e precisou passar por uma cirurgia de alto risco.
Quadro agravado por novos AVCs e edemas cerebrais
Mesmo após a primeira intervenção cirúrgica, o estado de saúde se agravou. O professor sofreu novos episódios de AVC e apresentou edemas cerebrais, o que exigiu outras cirurgias e medidas emergenciais.
Atualmente, o quadro é considerado crítico. O acompanhamento médico é constante, e qualquer tentativa de deslocamento sem os equipamentos adequados representa risco elevado, segundo avaliação clínica.
Campanha busca recursos e apoio institucional
Além dos custos hospitalares e do transporte aéreo, a campanha também busca recursos para manter Silvana e a filha no México. Gastos com hospedagem, alimentação e outras necessidades se tornaram inevitáveis, já que o retorno ao Brasil precisou ser adiado por tempo indeterminado.
Paralelamente, a família tenta apoio institucional junto ao Consulado Brasileiro e ao Itamaraty para agilizar trâmites burocráticos relacionados à repatriação e à assistência consular.
Informações atualizadas sobre o estado de saúde de Wagner e sobre como contribuir com a campanha estão sendo divulgadas no perfil @apoioprowagner, no Instagram.
Mobilização regional ganha força nas redes sociais para Repatriação
A campanha de Repatriação tem sido compartilhada por educadores, instituições de ensino, ex-alunos e moradores de Hortolândia, Campinas e cidades vizinhas. A mobilização destaca não apenas a gravidade do caso, mas também a relevância da trajetória profissional do professor na formação educacional da região.
De acordo com organizadores da iniciativa, cada contribuição para Repatriação, independentemente do valor, é considerada essencial para aproximar a família da meta necessária para o transporte médico especializado.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o caso
Por que o professor precisa de uma UTI aérea?
De acordo com médicos responsáveis, o estado clínico exige monitoramento intensivo e suporte avançado durante todo o transporte internacional.
O seguro-saúde cobre a transferência para o Brasil?
Não. Segundo a família, o seguro não cobre o custo da UTI aérea, o que motivou a campanha de arrecadação.
Como é possível ajudar na campanha de Repatriação?
As informações oficiais sobre doações e atualizações de Repatriação do professor estão disponíveis no perfil @apoioprowagner, no Instagram.
