A manhã desta quarta-feira (18/03) foi marcada por uma mobilização histórica em Hortolândia. Servidores da Prefeitura vestiram preto e se reuniram no saguão do Paço Municipal em um ato simbólico de luto pelas vítimas de feminicídio e de enfrentamento à violência contra as mulheres. O prefeito José Nazareno Zezé Gomes participou da ação, que também contou com um evento no Jardim Amanda com a presença da deputada Ana Perugini e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Visita da ministra das mulheres em Hortolândia
A ministra defendeu a implantação de uma Casa da Mulher Brasileira em Hortolândia, serviço do Governo Federal que reúne, em um mesmo espaço, atendimento humanizado e especializado para mulheres em situação de violência, com acolhimento, apoio psicossocial, delegacia, juizado, Defensoria Pública, promoção de autonomia econômica, brinquedoteca e alojamento de passagem.
“O município pode liderar um consórcio regional para a implantação de uma Casa da Mulher Brasileira. Tudo que eu desejo é que Hortolândia siga ampliando este diálogo com as mulheres, com os poderes executivo, legislativo e judiciário, no pacto Brasil Contra o Feminicídio. Se esse sistema funcionar bem, os resultados virão”, afirmou Márcia Lopes.
O prefeito Zezé Gomes reforçou o compromisso da administração municipal. “Hortolândia já vem trabalhando e reivindicando uma Casa da Mulher Brasileira. Estamos fazendo uma barreira de proteção por meio das políticas públicas e não vamos medir esforços para proteger nossas mulheres de todos os tipos de violência e lutar pelo direito de cada uma delas a uma vida plena e segura.”
Pedido por um abrigo emergencial
A primeira-dama e secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social, Maria dos Anjos, entregou à ministra um ofício solicitando apoio do Governo Federal para a criação de um abrigo para mulheres em situação de violência, um local onde possam ficar protegidas até conseguirem reconstruir suas vidas longe do agressor.
CRAM é porta de entrada, mas números preocupam
Em Hortolândia, o atendimento às vítimas é feito pelo CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher) , que oferece acolhimento humanizado, apoio psicológico, social e orientação jurídica. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado mostram um crescimento alarmante nos feminicídios na cidade:
- 2022: 1 caso
- 2023: 3 casos
- 2024: 2 casos
- 2025: 9 casos
- 2026: já são 2 casos registrados
“Hoje foi um dia para se falar de luto, vestir o preto e fazer as pessoas refletirem sobre o que está acontecendo e o que cada um pode fazer para mudar essa realidade. Quando isso não nos machuca, a gente não age. Todos nós temos responsabilidade”, destacou a diretora do Departamento das Mulheres, Josefa Teixeira.
Denuncie
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180 (gratuito) ou diretamente ao CRAM Hortolândia.
CRAM Hortolândia
- Endereço: Rua Alberto Gomes, nº 18, Jardim das Paineiras
- Telefone: (19) 3819-6298
- E-mail: cram.smg@hortolandia.sp.gov.br
- Atendimento: segunda a sexta, das 8h às 17h
- Plantão 24h: (19) 9 7171-5655
A luta pelo fim da violência contra a mulher é responsabilidade de todos.
