O atual treinador do Fluminense, Luis Zubeldía, também ex-técnico do São Paulo, concedeu entrevista ao portal OLÉ, da Argentina, e falou aos argentinos sobre sua experiência no futebol brasileiro.
O treinador também revelou que recebeu uma proposta do Santos. O que fez ele recusar foi o fato de o clube estar em uma situação complicada no Brasileirão, lutando contra o rebaixamento.
Zubeldía estava falando sobre o quão diverso é o futebol brasileiro, que tem o medo do rebaixamento como um dos fatores mais relevantes.
“Tem um pouco de tudo. Regiões diferentes, temperaturas, estruturas. Poucos falam do Bahia, um time do Grupo City, que tem uma filosofia parecida. Ou times como o Mirassol, um ‘boom’ que não estava nos planos de ninguém. E o mais silencioso é o terror do rebaixamento, o Z-4.”
“Em setembro, outubro, você tem os quatro que brigam pelo título; oito ou dez buscando entrar em uma Copa, e bem pertinho, separados por uma linha tênue, os que lutam para escapar da Segunda Divisão. Martín Palermo fez um grande trabalho no Fortaleza, mas deve dizer: ‘não volto mais ao Brasil’. Se você se salva, pega o passe para um clube importante. Me chamaram do Santos e de outro time grande, mas não topei porque estava muito perto de cair para a Série B.”
Zubeldía também falou sobre o gramado sintético
O argentino disse que é uma situação cruel com os elencos e, toda vez que joga, os atletas sentem dores nas costas, cintura e joelhos.
“O (gramado) do Botafogo é um pouquinho mais alto, parecido com o natural; o do Palmeiras, um tapete, que agora estão trocando. E se não joga no seu campo, escolhe outro sintético. O Paranense tem, o Atlético Mineiro tem. São escolhas econômicas: fazem isso para aproveitar os estádios para shows. Ou pela falta de sol devido ao tamanho dos telhados. Estatisticamente é cruel: toda vez que vamos, eu tenho um ou dois lesionados. E os jogadores começam a ter dores nas costas, na cintura, no joelho.”
