São Paulo expulsa ex-superintendente de Casares

Carlomagno - São Paulo

Divulgação / São Paulo

O ex-CEO do São Paulo e braço direito de Julio Casares, Marcio Carlomagno, foi expulso do quadro de sócios do Tricolor. A decisão foi tomada pela Comissão de Ética do clube e veio a público nesta segunda-feira, 6.

Carlomagno foi enquadrado no artigo são-paulino que trata sobre “gestão irregular ou temerária”. Segundo a Polícia Civil, ele seria um dos sócios no esquema de exploração clandestina no MorumBIS.

O nome de Carlomagno entrou na investigação após um caderno na casa de Rita de Cassia Adriana Prado contê-lo. Nos áudios iniciais vazados, ele foi citado como o responsável por ceder o espaço, mas, após a prova encontrada, a Polícia Civil passou a considerá-lo como um dos envolvidos.

Relembre o caso no São Paulo

O caso explodiu quando uma reportagem do GE revelou áudios sobre uma suposta exploração irregular de um camarote no MorumBIS em shows. A partir disso, a Polícia Civil do estado de São Paulo passou a investigar. A investigação encontrou evidências de que a prática ilegal ocorria desde 2023.

De acordo com o áudio, os dirigentes teriam repassado os direitos de exploração do espaço a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária e terceira pessoa envolvida na conversa. Ela seria a responsável pela administração do camarote, cujos ingressos chegaram a custar R$ 2,1 mil no show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. Somente com o camarote 3A, o faturamento estimado foi de R$ 132 mil.

Quase candidato à presidência do São Paulo

Carlomagno passou 21 anos no São Paulo e, durante a gestão Casares, chegou ao cargo de CEO.

Durante o período, foi administrador do estádio, diretor de planejamento e desenvolvimento e assessor da presidência. Teve cargos nas gestões de Aidar, Leco e Julio Casares.

Antes do escândalo, chegou a ser cotado como candidato à presidência do clube, como sucessor de Casares. A próxima eleição no clube acontece ao final da temporada.

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