Robert Arboleda está de volta a São Paulo e foi direto ao CT da Barra Funda nesta segunda-feira (4) para conversar com a diretoria. O zagueiro equatoriano estava a um dia de completar 30 dias consecutivos de ausência — período que, pela CLT, caracteriza abandono de emprego e permite rescisão por justa causa. Ele havia viajado ao Equador em 4 de abril, data da partida contra o Cruzeiro, e desde então não se reapresentou.
O departamento jurídico do São Paulo já acumula três notificações formais e material suficiente para se resguardar em caso de litígio. O problema é que a rescisão por justa causa, embora prevista em lei, na prática beneficiaria o jogador — ele ficaria livre para assinar com outro clube sem custos, enquanto o Tricolor perderia um ativo que ainda tem valor de mercado.
Agora, com Arboleda em solo brasileiro, o clube avalia os próximos passos. Ainda não está definido se o São Paulo tentará reintegrá-lo aos treinos — ainda que em separado — para negociá-lo na janela do meio do ano ou se proporá uma rescisão amigável.
Arboleda está no clube desde 2017, e o episódio causou profundo desgaste. Desde que deixou o Brasil, não manteve contato com as lideranças do elenco nem com o técnico Roger Machado. O caso é tratado internamente como uma grande decepção.
