O São Paulo enviou nesta quinta-feira (16) a terceira notificação formal a Robert Arboleda e seus representantes, exigindo o retorno imediato do zagueiro aos treinos no CT da Barra Funda. As duas primeiras comunicações — uma com prazo de 48 horas e outra de 10 dias — foram ignoradas pelo jogador equatoriano.
O clube entende que, segundo a CLT, o prazo máximo para configurar abandono de emprego e permitir uma rescisão por justa causa é de 30 dias. As notificações acumuladas servem como lastro jurídico para um eventual litígio na FIFA.
Rescisão amigável travou
Houve conversas para um rompimento consensual de contrato, mas exigências de última hora feitas pelo estafe do defensor travaram o acordo. Enquanto o impasse segue, Arboleda permanece vinculado ao Tricolor e com os salários em dia.
Sem clima para voltar a jogar pelo São Paulo
Internamente, a avaliação é de que a relação se desgastou a ponto de Arboleda não vestir mais a camisa são-paulina. Ainda assim, a diretoria quer o atleta de volta ao CT — mesmo que treinando separadamente — para não abrir mão de uma rescisão onerosa, já que entende que a situação foi provocada pelo próprio jogador. O desfecho ideal para o clube seria negociá-lo com outra equipe brasileira na próxima janela de transferências.
O mal-estar também chegou ao elenco. Arboleda não manteve contato com os companheiros, e o capitão Rafael, em entrevista recente, afirmou que o grupo tentou ajudar o zagueiro, mas que “há um limite”.
