Nesta segunda-feira (18), a Seleção Brasileira será convocada para a Copa do Mundo de 2026, e o São Paulo não tem nada a comemorar. Sem nenhum atleta na pré-lista, o Tricolor completará 20 anos sem nenhum jogador no time brasileiro.
A última participação são-paulina em um Mundial com a Amarelinha foi em 2006, na Alemanha, quando o goleiro Rogério Ceni e o volante Mineiro defenderam o Brasil na campanha que terminou nas quartas de final. De lá para cá, o Tricolor passou em branco nas convocações de 2010, 2014, 2018, 2022 e, agora, 2026.
São Paulo e Seleção Brasileira juntos é um bom presságio
O histórico, ignorado por Ancelotti, no entanto, é recheado de protagonismo. O São Paulo esteve representado em todas as cinco conquistas brasileiras: De Sordi (1958), Bellini e Jurandir (1962), Gérson (1970), Müller, Cafu, Zetti e Leonardo (1994), e Rogério Ceni, Belletti e Kaká (2002).
Ao todo, 39 jogadores diferentes defenderam a Seleção em Copas, vestindo a camisa do clube, com 46 convocações ao longo da história. Waldir Peres foi o recordista, com três participações (1974, 1978 e 1982). Bauer, Mauro, Bellini, Oscar, Müller e Rogério Ceni foram duas vezes cada.
Jogadores do São Paulo convocados para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo
- 1930: Araken Patusca*
- 1934: Sylvio Hoffmann, Armandinho, Luizinho, Waldemar de Brito
- 1950: Bauer, Rui, Noronha, Friaça
- 1954: Mauro, Alfredo, Bauer, Maurinho
- 1958: De Sordi, Mauro, Dino Sani
- 1962: Bellini, Jurandir
- 1966: Bellini, Paraná
- 1970: Gérson
- 1974: Waldir Peres, Mirandinha
- 1978: Waldir Peres, Chicão, Zé Sérgio
- 1982: Waldir Peres, Oscar, Serginho, Renato
- 1986: Oscar, Falcão, Müller, Careca, Silas
- 1990: Ricardo Rocha
- 1994: Müller, Cafu, Zetti, Leonardo
- 1998: Zé Carlos, Denílson
- 2002: Rogério Ceni, Belletti, Kaká
- 2006: Rogério Ceni, Mineiro
Total: 47 presenças, 46 convocações, 39 jogadores diferentes
Duas convocações: Bauer, Mauro, Bellini, Oscar, Müller, Rogério Ceni
Três convocações: Waldir Peres
*A convocação de Araken Patusca em 1930 teve dois pontos relevantes: naquela Copa, apenas jogadores de times do Rio de Janeiro foram permitidos por conta de uma briga entre as federações, com vitória dos fluminenses, já que a CBD era majoritariamente formada por dirigentes cariocas. Patusca precisou assinar um contrato com o Flamengo e jogou como o único representante de fora do Rio na estreia.
Além disso, o craque dos anos 30 estava expulso do quadro de sócios do Santos (o que permitiu o contrato rápido com o Flamengo) e já fechado com o São Paulo, que na época atuava na Chácara da Floresta. Ele atuou no Tricolor até 1935.
