Presidente da FIFA fala sobre casode árbitro somali: “Não posso dar ordens”

Infantino presidente fifa

Reprodução / YouTube - FIFA

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou nesta quinta-feira (10) o episódio envolvendo o árbitro somali Omar Artan, barrado nos Estados Unidos e afastado da Copa do Mundo de 2026. Em tom moderado, o dirigente disse lamentar o ocorrido, mas pediu compreensão com os limites da entidade.

“É uma pena, mas não controlamos tudo”, afirmou Infantino

Infantino reconheceu a frustração com o caso, mas explicou que a Fifa não tem poder para intervir em decisões de soberania nacional.

“O que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália, é algo lamentável, mas não dá para ter controle sobre tudo. Tentamos conversar e buscar uma solução. Às vezes, partir para o confronto só gera o efeito contrário. Sempre buscamos alternativas, mas precisamos respeitar que não somos os donos do mundo, nem podemos dar ordens a governos ou forças de segurança. Somos uma organização esportiva.”

Infantino fez um pedido por unidade em vez de críticas

O mandatário da Fifa fez um apelo para que as atenções se voltem para a competição, em vez de alimentar polêmicas.

“Queremos unir o mundo por meio do futebol. Se posso pedir uma coisa, que seja esta: podem me criticar à vontade, mas promovam a unidade que a Copa do Mundo representa.”

O caso Omar Artan

O árbitro somali teve a entrada nos Estados Unidos negada ao desembarcar em Miami. A Fifa o afastou da Copa e afirmou, em nota, que não interfere nos processos de imigração dos países-sede. Artan foi eleito o melhor árbitro da CAF em 2025 e seria o primeiro somali a apitar um Mundial.

Reações divergentes

A fala de Infantino contrasta com a posição do ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, que classificou a situação como “vergonhosa” e cobrou uma postura mais firme do dirigente suíço diante do governo americano.

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