Nesta terça-feira, 5, o Palmeiras comunicou à sua torcida a decisão de saída do Bloco Libra. Segundo o clube, não irá entrar em outro, como a FFU e sim aguardar a definição da CBF, que iniciou estudos e discussões para criação de uma liga.
O caso é um episódio final do atrito entre o Palmeiras e Flamengo, com quem se irritou com o bloqueio de repasses de um percentual dos direitos de transmissão que os cariocas venceram na Justiça.
O Flamengo reclamou dos critérios de distribuição. O contrato prevê 40% de divisão igualitária, 30% por desempenho e 30% por audiência. O Flamengo, alegando maior audiência e base de assinantes de pay-per-view, considerou a divisão injusta e exigiu mudanças, alegando que o Estatuto previa a necessidade de unanimidade.
Confira a nota oficial do Palmeiras
A Sociedade Esportiva Palmeiras comunica que formalizou nesta terça-feira (5) a decisão de se retirar da LIBRA (Liga do Futebol Brasileiro), por divergências relacionadas ao papel desempenhado atualmente pelo bloco.
Desde as tratativas iniciais, em 2022, o clube participou de forma ativa e propositiva das discussões voltadas à construção de uma liga unificada, convicto de que tal iniciativa representaria um avanço significativo na organização e no fortalecimento do futebol nacional.
É inegável que o bloco obteve conquistas, entre elas o acordo vigente pelos direitos de transmissão na TV. Ao longo desse processo, contudo, atitudes egoístas – quando não predatórias – inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança.
Desse modo, a LIBRA acabou por se distanciar de seus propósitos originais, consolidando-se, na prática, como um grupo heterogêneo dedicado a tratar exclusivamente de interesses individuais.
A saída da LIBRA não implica adesão do Palmeiras a qualquer outra associação representativa. O clube opta, neste momento, por acompanhar os próximos passos da possível estruturação de uma liga, conduzida no âmbito institucional da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Seguimos abertos ao diálogo e dispostos a contribuir por meio de medidas que possam efetivamente promover a evolução estrutural de que o futebol nacional necessita.
