O agendamento da votação pelo impeachment de Julio Casares no São Paulo para o dia 14 foi interpretada negativamente pela oposição no Tricolor.
Após o parecer contrário ao impeachment do Conselho Consultivo e conselhos a Casares de que ele não deveria renunciar, a votação foi agendada para a semana seguinte.
A oposição são-paulina se incomodou com alguns fatores que ela considera como um boicote a votação. O primeiro deles, é a votação presencial no Morumbi, que poderia fazer com que conselheiros que estão viajando perdessem o pleito e o segundo é o voto secreto.
O que diz o estatuto do São Paulo
No regimento interno consta que votações devem ser realizadas em sistema híbrido, ou seja, conselheiros que não conseguirem estar no Morumbi, receberiam o link da reunião e votação para votar à distância.
Por conta disso, os principais grupos de oposição estão colhendo assinaturas para protocolar a mudança no sistema de votação e garantir ao menos a votação híbrida.
Quantos votos para derrubar Casares?
Segundo o estatuto do São Paulo, Julio Casares só sai do cargo com ao menos 171 dos 255 votos totais, ou seja, dois terços sendo favoráveis. Nisso, ele seria afastado e o vice, Henry Massis assumiria o cargo provisoriamente.
E, em seguida, uma nova Assembleia Geral, com todos os sócios proprietários do clube, definiria pela deposição de Julio Casares ou não como decisão final, precisando apenas da maioria simples.
Mudança de expectativa
Apesar da maior parte do Conselho Consultivo ser de conselheiros ligados a Casares, a expectativa era de que, por conta das reportagens que davam mais detalhes da investigação policial, o presidente fosse aconselhado a renunciar. Todavia, a avaliação dos membros foi de que não há provas cabais contra o presidente e isso seria uma espécie de confissão de culpa.
