Endrick revela que não julga outros jogadores e critica interesse da imprensa

Endrick

Reprodução

Em entrevista reveladora divulgada pela revista Quem neste sábado (13), data da estreia da Seleção, o atacante Endrick, abriu o coração sobre sua visão de mundo, a influência da família e o que pretende ensinar ao filho. A fala do jovem de 19 anos evita conflitos após ele ser comparado a jogadores com estilo de vida mais extravagante.

“Não posso julgar o comportamento de ninguém”

Endrick evitou críticas diretas a outros atletas e preferiu refletir sobre a diversidade de origens no futebol. “Eu não posso julgar o comportamento de ninguém. Cada pessoa cresceu em um lugar diferente, com pessoas diferentes, com exemplos diferentes. Eu busco cuidar das pessoas que estão do meu lado, de quem cuidou de mim, e ser um bom exemplo para outras. Meus pais me ensinaram isso.”

O atacante também lamentou o foco excessivo em más condutas. “Tem muitos bons exemplos no futebol. São milhares tentando fazer sucesso, trabalhando muito, abrindo mão de muita coisa, mas isso não chama atenção das pessoas, e esses bons exemplos acabam esquecidos, porque nem sempre eles chegam onde está a televisão, os jornais.”

Um aluno de história

Fora de campo, Endrick revelou um hábito incomum para um atleta de sua idade: estudar a história dos clubes, cidades e estádios por onde passa. Isso gerou brincadeiras quando ele disse que gostava de Bobby Charlton. “Eu estudo as coisas como posso. A história dos clubes, das cidades deles, dos grandes jogadores, dos estádios. Aproveito as viagens, assisto a vídeos, leio algumas coisas. Hoje não é difícil aprender um pouco sobre os lugares, sobre as pessoas. Isso é importante no futebol. Saber para onde a gente vai. Do que eles gostam. Quem se saiu bem lá. Eu gosto muito de História.”

O que Endrick ensinará ao filho

Sobre o legado que pretende deixar, Endrick foi categórico. “Pode ser ganhando o dinheiro que for, você vai ser cobrado se quiser ser um dos melhores. Eu não sei qual vai ser a carreira do meu filho, mas se ele quiser estudar nas melhores universidades, criar alguma coisa nova, ser premiado, ser reconhecido, vai ter que se esforçar, abrir mão de muita coisa, de tempo.”

E completou com uma frase que resume sua filosofia: “O dinheiro traz segurança, traz conforto, ajuda com muitas coisas, mas não compra o reconhecimento das pessoas. O que vou ensinar a ele é que ninguém vai aplaudir ele pelo que ele tem, mas só pelo que ele fizer.”

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