Conselheiros e associados do Corinthians protocolaram um novo pedido de impeachment contra o atual presidente, Osmar Stabile, no Conselho Deliberativo do clube. A informação foi antecipada pelo Meu Timão e confirmada posteriormente.
Empresa de segurança é alvo de denúncia
No documento, os signatários apontam supostas violações legais e estatutárias relacionadas a contratos de segurança. O principal caso citado é a contratação de uma empresa ligada ao gerente operacional do clube, Fernando José da Silva. Os denunciantes afirmam que o negócio não foi aprovado pelo Conselho de Orientação. Os custos somam mais de R$ 600 mil.
Outro ponto levantado é que a empresa não possui autorização dos órgãos reguladores para prestar serviços de segurança. O contrato referente à segurança pessoal de Osmar Stabile também foi questionado.
Bastidores do Corinthians fervem
O momento interno do Corinthians é conturbado. Nas últimas semanas, Andrés Sanchez e Augusto Melo foram expulsos do quadro de sócios, e Duílio Monteiro Alves renunciou a seus títulos e cargos.
Stabile já enfrenta outro pedido de impeachment
Osmar Stabile também responde a um outro pedido de impeachment, protocolado em abril de 2026. Esse documento alega violações ao Estatuto do Corinthians e à Lei Geral do Esporte, questionando negociações e atos administrativos da gestão atual. Um dos pontos centrais é o acordo com a PGFN para renegociar uma dívida de R$ 1,2 bilhão.
Nesse acordo, o Corinthians usou o Parque São Jorge como garantia. O imóvel tem valor estimado em R$ 600 milhões. Segundo os autores, o Estatuto Social exige aprovação do Conselho para que a sede social seja utilizada como garantia – o que não teria ocorrido.
Esse pedido já avançou. Agora, Stabile terá dez dias úteis para apresentar sua defesa. Depois, a Comissão de Ética elaborará um parecer, que será analisado pelo Conselho Deliberativo, cabendo a ele decidir pelo prosseguimento ou arquivamento do processo.
Quem assume se Stabile for destituído?
Se o Conselho aprovar o impeachment, será convocada uma Assembleia Geral de associados para votar a destituição definitiva do presidente. Caso aprovada, o vice-presidente Armando Mendonça assumirá o comando do clube.
