Árbitro de Corinthians x Flamengo relata ofensas de funcionários e necessidade da PM

Corinthians

Cesar Greco / Palmeiras

A confusão após o empate entre Corinthians e Flamengo, neste domingo (22), na Neo Química Arena, rendeu relato de intimidação na súmula do árbitro Rodrigo José Pereira de Lima, pernambucano integrante do quadro FIFA. Segundo o documento, foi necessária a atuação da Polícia Militar de São Paulo para que a arbitragem conseguisse acessar o vestiário.

De acordo com o relato, funcionários do clube paulista teriam intimidado a equipe de arbitragem no corredor de acesso às dependências internas do estádio. As reclamações ocorreram após o término da partida, que terminou empatada, com o Corinthians contestando um possível pênalti não marcado.

O que diz a súmula

“Após o final do jogo, em frente à porta do vestiário da arbitragem, fomos abordados por pessoas identificadas com a camiseta do SC Corinthians, em que 2 deles se destacaram gritando e falando palavras de ofensa a este árbitro: ‘Sempre contra a gente, safado, tá de sacanagem’. Foram identificados o Sr. Leonardo Carnevale e o Sr. Mauro Van Basten. Informo ainda que foi necessária a utilização de força por parte da Polícia Militar para que a arbitragem pudesse entrar em seu referido vestiário.”

Torcida do Corinthians também é citada

O árbitro também mencionou incidentes envolvendo a torcida corintiana antes do segundo tempo. Foram arremessados papéis e uma bobina de papel em direção ao campo.

“Informo que, antes de iniciar o segundo tempo de jogo, foram atirados ao campo de jogo diversos papéis e uma bobina de papel que acertou as costas do goleiro do Flamengo sem gravidade. Os referidos objetos partiram do local onde estava posicionada a torcida do SCCP.”

Os episódios descritos na súmula podem resultar em punições ao Corinthians nos tribunais esportivos.

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