O Bragantino prepara argumentos e a defesa para recorrer da suspensão imposta a Gustavo Marques, seu zagueiro que foi condenado a 12 jogos pelo TJD-SP, nesta quinta-feira, 5.
A avaliação do clube de Bragança Paulista é de que a punição é exagerada. Como o próprio jogador e clube reconhecem o erro, ela deveria ser menor ou até mesmo convertida em um ato social, no entendimento do Braga.
Relembre o que aconteceu com o jogador do Bragantino
Gustavo atribuiu a derrota do Bragantino ao fato de Daiane Muniz ser mulher. Ele e sua equipe terminaram a partida irritados com a atuação da arbitragem contra o São Paulo, em que o Tricolor se classificou para as semifinais do Paulistão.
“Primeiramente, quero falar da arbitragem: não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Ela não foi mulher. A gente trabalha todo dia, deixa a família em casa, irmão, pai, mãe, esposa, todo mundo. Para ela vir e acabar com o sonho. Era um sonho chegar na semi e até na final.
Mas, ela acabou com o jogo. A FPF tem que olhar para jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Com todo respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe. Desculpa se estou falando algo contra as mulheres, mas ela, do tamanho dela, não tem capacidade para apitar um jogo desses“, disse Gustavo Marques após o Bragantino ser eliminado pelo São Paulo.
O caso foi uma polêmica instantânea, mas Gustavo Marques se retratou no mesmo dia tanto nas redes sociais como na imprensa, além de falar pessoalmente com a árbitra, que aceitou suas desculpas.
Apesar disso, o TJD-SP o suspendeu por 12 jogos e aplicou uma multa de R$ 30 mil. É válido lembrar que as punições do TJD-SP valem apenas para o Paulistão e outros torneios estaduais, ou seja, no Brasileirão ele está apto a jogar.
Ele foi denunciado nos artigos 243-G e 243-F do CBJD, que falam sobre atos discriminatórios.
Bragantino também o puniu
O clube o multou em 50% dos seus vencimentos por conta da fala e foi suspenso de uma partida do Brasileirão. A quantia foi revertida para uma ONG de Bragança Paulista que cuida de mulheres em vulnerabilidade.
