O técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), véspera do segundo compromisso do Brasil na Copa do Mundo de 2026. O italiano fez uma análise franca da estreia contra Marrocos, confirmou que haverá alterações no time titular contra o Haiti e reservou elogios especiais para Endrick, definindo o jovem atacante como “um talento extraordinário”.
“Não há partida com resultado claro”, crava Ancelotti
Ancelotti pregou respeito ao adversário desta sexta-feira (19). “O jogo contra a Escócia foi muito equilibrado. O Haiti mostrou qualidade física sobretudo, são muito bem organizados, sistema bastante claro, centroavante referência na frente, muito alto. Eles jogam um bom futebol com as características que têm. Temos que respeitá-los como todos os adversários. Não há partida com resultado claro, todos os jogos são muito competidos.”
Autocrítica construtiva
O treinador admitiu que a atuação contra Marrocos ficou devendo. “Quero dizer uma coisa: para mim é um privilégio estar aqui, mas tenho que manejar a pressão. Tenho experiência para isso. O jogo que não foi bom contra Marrocos me deixa mais crítico, mas temos que fazer uma crítica construtiva. Lembrar que na Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo. A autocrítica da equipe foi positiva. Trabalhamos para solucionar isso e acho que vamos. Sigo confiante que seremos competitivos.”
Mudanças por condição física
Ancelotti confirmou que fará alterações, mas garantiu que o critério é físico, e não técnico. “Os cartões podem influenciar no jogo seguinte, e essa é a razão para que mudei os jogadores no primeiro tempo contra Marrocos. Faremos mudanças sim contra o Haiti, mas por alguns jogadores estarem mais frescos que outros. O pensamento comum da equipe é que podemos fazer melhor e vamos fazer melhor.”
A escalação, no entanto, só será revelada momentos antes da partida. “Vou comunicar aos jogadores amanhã. Não teria problema em falar antes, mas prefiro falar no dia do jogo. Futebol não tem segredo.”
As diferenças entre os atacantes
O técnico detalhou as características de seus centroavantes e definiu Endrick em uma categoria própria.
“Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de meia-ponta, diferente de Igor Thiago, que é um centroavante alto, forte, de referência, muito agressivo e forte nos duelos. Endrick não é um nem outro, é outra coisa. É um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar suas qualidades tanto nesta Copa como nas próximas. Ele é paciente e não tem pressa. É muito maduro para a idade, e isso é um aspecto muito importante. Sua família no entorno é muito paciente também. Vamos colocá-lo no momento correto.”
“Não quero só uma identidade”
Ancelotti encerrou falando sobre o estilo de jogo que busca. “O Brasil tem várias identidades. Eu não quero só uma. Quero que minha equipe faça muitas coisas: defender em bloco baixo, atacar, ser agressiva na frente, aproveitar a qualidade dos jogadores. Não quero uma identidade clara, quero uma equipe que saiba fazer muitas facetas do futebol.”
O Brasil de Carlo Ancelotti enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19), às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A partida terá transmissão da Globo, SBT, SporTV, NSports, CazéTV (YouTube) e Ge TV (streaming).
