Retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF é determinado após cassação

Eduardo Bolsonaro - Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF foi determinado pela Polícia Federal após a perda do mandato parlamentar do deputado federal. A decisão foi formalizada por meio de ato publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2) e estabelece a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo a partir de 19 de dezembro de 2025.

O retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF ocorre porque o parlamentar não ocupa mais cargo eletivo, condição que justificava seu afastamento do posto de escrivão da corporação. Ele estava licenciado da função desde que assumiu o mandato na Câmara dos Deputados.

Eduardo Bolsonaro foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo pela primeira vez em 2015. O seu último mandato foi cassado em 18 de dezembro, após o parlamentar não atingir o número mínimo de presenças exigido nas sessões deliberativas da Câmara. A ausência prolongada levou à aplicação das regras regimentais que tratam da perda de mandato por faltas não justificadas.

Retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF após ato oficial

O ato declaratório da Polícia Federal estabelece de forma objetiva o encerramento do afastamento funcional. De acordo com o documento, a cessação do afastamento ocorre de forma retroativa ao dia seguinte à cassação do mandato parlamentar, o que implica a obrigação de retorno às atividades na carreira policial.

Eduardo Bolsonaro é servidor de carreira da Polícia Federal, aprovado em concurso público para o cargo de escrivão. Pela legislação vigente, servidores públicos eleitos para cargos políticos podem se afastar temporariamente de suas funções enquanto durar o mandato. Com o fim do vínculo parlamentar, a administração pública deve restabelecer a situação funcional original.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a data exata de reapresentação do servidor nem sobre a unidade em que deverá exercer suas funções após o retorno ao Brasil.

Licença parlamentar e permanência no exterior

O retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF também está diretamente ligado à sua permanência fora do país. Em março de 2025, o parlamentar viajou para os Estados Unidos e solicitou licença do mandato na Câmara dos Deputados.

A licença teve prazo definido e se encerrou em 21 de julho. No entanto, Eduardo Bolsonaro não retornou ao Brasil após o fim do período autorizado. A ausência resultou no acúmulo de faltas em sessões plenárias, especialmente nas votações deliberativas, que são consideradas obrigatórias para o exercício do mandato.

De acordo com o regimento interno da Câmara, a ausência reiterada e sem justificativa válida pode levar à perda automática do mandato, como ocorreu neste caso.

Impedimentos políticos e decisão da Mesa Diretora

Em setembro, a situação do parlamentar já havia gerado reflexos internos no Legislativo. O então presidente da Câmara, Arthur Lira, rejeitou a indicação de Eduardo Bolsonaro para exercer a liderança da minoria.

Na ocasião, a justificativa apresentada foi a impossibilidade de desempenhar funções de liderança parlamentar estando fora do território nacional. A decisão reforçou o entendimento de que o exercício do mandato exige presença ativa nas atividades legislativas, especialmente em cargos estratégicos dentro da Casa.

Processo no STF e repercussões jurídicas

Além das questões administrativas e parlamentares, Eduardo Bolsonaro também responde a processo no Supremo Tribunal Federal. Ele figura como réu em uma ação que investiga a atuação internacional para promover sanções contra o Brasil.

Segundo a acusação, a iniciativa teria como objetivo interferir no andamento de processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso segue em tramitação e não está diretamente relacionado ao retorno funcional determinado pela Polícia Federal, mas contribui para o contexto político e jurídico que envolve o nome do parlamentar.

O que muda com o retorno à Polícia Federal

Com o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF, ele volta a estar sujeito às normas administrativas e disciplinares aplicáveis aos servidores da corporação. Isso inclui regras de lotação, jornada de trabalho e cumprimento de deveres funcionais.

De acordo com especialistas em direito administrativo, a readmissão ao exercício do cargo após o fim de mandato eletivo é um procedimento padrão e não configura punição automática. Eventuais desdobramentos dependerão da situação funcional do servidor e de sua apresentação efetiva à instituição.

Pronunciamento de Eduardo

Em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro comentou a convocação da Polícia Federal e afirmou receber a decisão com orgulho. Apesar da manifestação, o parlamentar não indicou intenção de retornar ao país e declarou que pretende questionar a medida e disputar a permanência no cargo dentro da corporação.


Perguntas frequentes sobre o caso

Por que houve o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro à PF?
Porque o mandato parlamentar foi cassado, encerrando o afastamento legal que permitia exercer o cargo eletivo.

Eduardo Bolsonaro ainda é deputado federal?
Não. O mandato foi cassado em 18 de dezembro por faltas não justificadas às sessões da Câmara.

Ele precisa voltar ao Brasil para reassumir o cargo?
Sim. O exercício efetivo da função na Polícia Federal exige apresentação presencial, conforme regras administrativas.


Com informações da Agência Brasil de Notícias.

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