Símbolo de Deficiências Ocultas: Cordão Girassol, três meses de desafios

O uso do cordão verde com girassóis como símbolo de deficiências ocultas, como autismo e surdez, ainda enfrenta desafios significativos no Brasil, três meses após a promulgação da lei que instituiu esse emblema. Apesar de sua intenção de sinalizar discretamente condições que não são facilmente visíveis, o desconhecimento generalizado da sociedade continua a dificultar o dia a dia das pessoas com deficiências invisíveis.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 18 milhões de brasileiros têm alguma forma de deficiência, o que representa quase 9% da população. Essas pessoas poderiam se beneficiar do uso do cordão girassol.

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Em julho, uma lei foi promulgada no Brasil, reconhecendo o símbolo do cordão girassol. No entanto, após três meses, a falta de campanhas de conscientização sobre o significado do cordão ainda dificulta sua eficácia.

O cordão se assemelha a crachás de empresas, mas é verde, com girassóis amarelos estampados. Embora o seu uso seja opcional e não dispense a apresentação de documentos para comprovar a condição da pessoa, a ideia é sinalizar discretamente a presença de uma deficiência ou condição de saúde que não seja visualmente óbvia.

Até o momento, apenas algumas empresas, incluindo a companhia aérea Latam, os aeroportos do Galeão e Viracopos, o Parque da Mônica, o Bondinho do Pão de Açúcar e o Santuário do Cristo Redentor, aderiram ao projeto internacional do cordão girassol, a Hidden Disabilities Sunflower. Mais de 4.500 cordões já foram distribuídos por essas empresas nos últimos meses.

O Ministério dos Direitos Humanos afirmou estar elaborando um plano de ação para promover o uso do cordão girassol. Enquanto isso, o Metrô de São Paulo informou que está trabalhando na inclusão de pessoas com deficiências ocultas e que realiza treinamentos contínuos para seus funcionários. A empresa planeja lançar publicações nas redes sociais ainda este ano e está preparando campanhas de comunicação para o próximo ano. No entanto, a inclusão da legenda do cordão nos bancos preferenciais requer regulamentação da lei e justificação de custos junto aos órgãos de controle.

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